Oferta maior mantém mercado do milho pressionado
No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 57,00 a R$ 63,00 por saca
No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 57,00 a R$ 63,00 por saca - Foto: Pixabay
O mercado de milho no Sul e em parte do Centro-Oeste segue marcado por baixa liquidez, compras pontuais e expectativa de maior oferta nas próximas semanas. Segundo a TF Agroeconômica, compradores abastecidos e demanda retraída mantêm as negociações lentas, enquanto as projeções de produção elevada limitam reações nos preços.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 57,00 a R$ 63,00 por saca, com média de R$ 58,91, recuo de 0,12% na semana. A menor pressão vendedora e a reposição de estoques evitam quedas mais fortes. A colheita da safra 2025/26 chegou a 99% da área, restando cultivos tardios e de safrinha. Em parte das lavouras, a umidade exige secagem antes do armazenamento. A colheita para silagem foi encerrada, com áreas de grãos redirecionadas à ensilagem por efeitos climáticos e lavouras atingidas por geadas destinadas à alimentação animal.
Em Santa Catarina, as indicações ficam próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 60,00. A diferença entre pedidas e ofertas reduz os negócios, inclusive no Planalto Norte, onde os valores variam entre R$ 60,00 e R$ 65,00. Mesmo com oferta mais ajustada em parte do estado, os compradores priorizam necessidades imediatas e aguardam a segunda safra.
No Paraná, as referências também estão perto de R$ 65,00, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. A perspectiva de safra volumosa, a queda internacional e a menor paridade de exportação pressionam o mercado. Os preços ao produtor variam de R$ 54,19 em Cascavel a R$ 63,54 em Ponta Grossa, com movimentos mistos.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações vão de R$ 49,00 a R$ 52,00 por saca. O avanço da safrinha mantém a pressão, apesar do suporte parcial da bioenergia. Compradores seguem cautelosos, e os negócios ficam concentrados em demandas pontuais.