Oferta restrita mantém trigo valorizado no Sul
No Paraná, os valores seguem acima do nível viável para as margens das farinhas
No Paraná, os valores seguem acima do nível viável para as margens das farinhas - Foto: Divulgação
O mercado de trigo no Sul segue marcado por oferta restrita, preços elevados e negócios pontuais, enquanto a nova safra mantém a atenção sobre custos, qualidade e clima. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul as negociações se concentram em retiradas para agosto e pagamentos em setembro, com média de R$ 1.300 por tonelada no interior e trigo melhorador a R$ 1.350.
Para o produto de melhor qualidade, as bases chegaram a R$ 1.460 CIF moinho, enquanto o trigo normal ficou perto de R$ 1.380. O trigo argentino nacionalizado subiu para US$ 292 por tonelada em Canoas, alta de 6,2%. Moinhos também relatam DON elevado no fim dos estoques locais. Em Panambi, o preço ao produtor recuou para R$ 69 por saca.
Em Santa Catarina, a oferta local praticamente terminou. O último negócio foi registrado a R$ 1.350 FOB, mais frete, e os compradores passaram a buscar trigo gaúcho entre R$ 1.340 e R$ 1.400, além de frete e ICMS. O mercado de farinhas continua travado, com estoques elevados e redução na moagem, enquanto o farelo melhorou. No balcão, os preços variaram de R$ 64 a R$ 72,20 por saca.
No Paraná, os valores seguem acima do nível viável para as margens das farinhas. Houve negócios a R$ 1.450 CIF moinho em Curitiba, com indicações semelhantes nos Campos Gerais e de R$ 1.530 a R$ 1.550 no Norte. O trigo argentino com 11% de proteína foi oferecido a US$ 310 por tonelada em Paranaguá. Para a nova safra, as referências ficaram entre R$ 1.400 e R$ 1.420, sem negócios.
O plantio paranaense foi concluído em 727,5 mil hectares, área 11% menor que a de 2025. A produção é estimada em 2,38 milhões de toneladas, com 97% das lavouras em boas condições. A menor oferta potencial e o risco de El Niño sustentam os preços, que podem fechar julho acima de R$ 70 por saca.