Oferta restrita sustenta alta do trigo no Sul
Os primeiros trigos que floresceram no Rio Grande do Sul apresentaram problemas
Os primeiros trigos que floresceram no Rio Grande do Sul apresentaram problemas - Foto: Divulgação
O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por oferta restrita, preços firmes e atenção crescente à qualidade dos primeiros lotes da nova safra. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul, caso a demanda permaneça no nível atual, poderão faltar cerca de 70 mil toneladas até o início da próxima colheita.
No mercado gaúcho, há menos vendedores ativos, o que tem sustentado novas altas. As cotações chegaram a R$ 1.450 por tonelada FOB, faixa em que foram negociadas cerca de 3 mil toneladas, e podem alcançar R$ 1.500, conforme qualidade e localização. Nos moinhos, R$ 1.500 por tonelada já é considerado preço corrente. No mês, a valorização acumulada varia de R$ 50 a R$ 100 por tonelada.
A consultoria estima que, considerando cerca de 70 mil toneladas ainda disponíveis no estado e os estoques dos moinhos, seriam necessárias aproximadamente 70 mil toneladas de trigo importado para completar a moagem até a nova safra. Com reserva técnica, a necessidade subiria para três cargas do tipo handy size.
Os primeiros trigos que floresceram no Rio Grande do Sul apresentaram problemas de giberela após vários dias de umidade no período crítico. A doença pode afetar rendimento e qualidade industrial, além de elevar o risco de DON nos grãos. Na exportação, as ofertas estão em torno de R$ 1.270 por tonelada para dezembro, nível ainda pouco atrativo aos vendedores.
Em Santa Catarina, as pedidas subiram para R$ 1.500 a R$ 1.550 por tonelada FOB, com baixa disponibilidade e mercado travado. No Paraná, negócios ocorreram a R$ 1.500 no Norte e R$ 1.450 nos Campos Gerais, mas as ofertas são raras. Para a safra nova, compradores indicam R$ 1.500 para entrega em setembro, R$ 1.450 em outubro e R$ 1.400 em novembro.