Óleo de soja deve seguir tendência baixista
“Para o etanol, por outro lado, os volumes propostos de 15,25 bilhões de galões excederiam o teto de mistura atual"
Foto: United Soybean Board
A tendência baixista do óleo de soja deve continuar em períodos próximos, de acordo com o que prevê o hEDGEpoint Global Markets. “Os preços dos futuros do óleo de soja da CBOT estavam tendo um ano muito positivo - não só na comparação com os óleos rivais, mas também em relação ao óleo de soja em outras praças. Essa força também foi testemunhada no complexo soja, com o oilshare superando as máximas de 5 anos nas últimas semanas”, de acordo com a hEDGEpoint, por meio de assessoria de imprensa.
“Esse desempenho foi em grande parte gerado pelas expectativas de maior demanda doméstica nos Estados Unidos, já que a EPA anunciaria um mandato agressivo de mistura de biocombustíveis. Mas o anúncio do mandato de volume para os próximos três anos ficou aquém das expectativas do mercado. Com o anúncio da EPA, o USDA ajustou o uso de óleo de soja para biocombustíveis em 200 milhões de libras para 11,6 bilhões no WASDE de dezembro”, completa.
Além disso, as exportações também foram cortadas no relatório do USDA, dado o ritmo lento de exportação verificado na safra até agora devido à baixa competitividade do produto americano. Tudo isso levou a correções no óleo de soja da CBOT nas últimas 2 semanas, mas olhando para o histórico recente de preços, ainda há espaço para a tendência de queda continuar.
“Para o etanol, por outro lado, os volumes propostos de 15,25 bilhões de galões excederiam o teto de mistura atual, que é de 10% de mistura de etanol na gasolina ou E10. Sobre o mesmo assunto, os senadores dos EUA propuseram um projeto de lei que permite que a gasolina E15, uma mistura de 15% de etanol, seja vendida durante todo o ano no país. Atualmente, a regulação antipoluição da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) restringem as vendas de verão do E15, pois apenas o E10 pode ser vendido o ano todo”, conclui.