Óleo de soja sustenta alta da indústria americana
Demanda por biocombustíveis aquece a soja
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O setor de biocombustíveis segue sustentando a demanda por óleo de soja e impulsionando o esmagamento nos Estados Unidos, segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. De acordo com o instituto, o processamento da oleaginosa no país mantém ritmo elevado ao longo de 2026, com volumes recordes no primeiro semestre do ano.
Conforme o Imea, os Estados Unidos processaram 35,15 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho, volume divulgado pela National Oilseed Processors Association. O total representa aumento de 4,08 milhões de toneladas, ou 13,14%, em relação ao primeiro semestre de 2025 e configura o maior volume da série histórica.
Na avaliação do instituto, o avanço do processamento reflete a expansão do setor de biocombustíveis, que levou a indústria norte-americana a ampliar sua capacidade para atender à crescente demanda por óleo de soja. O Imea destaca que, como consequência, a oferta de farelo aumentou ao longo do período.
Apesar da maior disponibilidade do coproduto, o consumo mundial de farelo permaneceu aquecido e sustentou os preços internacionais. Segundo o Imea, a média do farelo de soja no primeiro semestre de 2026 ficou em US$ 312,78 por tonelada, alta de 6,24% na comparação anual.
Diante da combinação entre demanda elevada e margens consideradas favoráveis para a indústria, o Imea avalia que o esmagamento de soja nos Estados Unidos tende a permanecer em níveis elevados ao longo de 2026. O instituto ressalta que o desempenho do setor de biocombustíveis continuará sendo um dos principais fatores de sustentação da demanda por óleo de soja no mercado internacional.