Agronegócio

Painel sobre políticas públicas para etanol questiona parecer do governo

Neri Geller mencionou que parece haver uma mudança de posicionamento em relação ao incentivo à produção de etanol de milho
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O I Fórum Brasileiro de Etanol de Milho e Sorgo iniciou com muitas provocações durante o primeiro painel que abordou as políticas públicas para o etanol. Segundo o diretor executivo da Aprosoja Mato Grosso, Marcelo Duarte, questões referentes à competitividade, mercado nacional e preço pago na saca pelas usinas devem tornear as discussões a respeito da produção do combustível no estado. “Precisamos pensar na competitividade do etanol de milho em relação ao etanol de cana, nas políticas públicas de fomento, nos mercados que vamos atender, e no preço que as usinas poderão pagar pelo milho pra que tudo isso seja viável tanto para o produtor como para os empresários”, salientou.

 
O senador Blairo Maggi, que também participou do painel, reafirmou sua fala do dia anterior, sobre a necessidade de uma mudança na forma de pensar do governo. “O problema é o convencimento do governo porque precisamos de financiamento e linhas de crédito para esses investimentos.” Maggi ainda complementou que o governo teria de abrir mão de uma porcentagem do ICMS nos primeiros anos para que os investimentos fossem pagos.
 
O secretário de Política Agrícola do MAPA, Neri Geller, pontuou que é preciso criar um espaço dentro do governo, e que parece haver uma mudança de posicionamento em relação ao incentivo à produção de etanol de milho. Segundo Geller, na tarde de quinta (26), durante o evento de Abertura Oficial da Safra 2013/2014, a ministra–chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, mencionou uma abertura para a pauta. “A resistência do governo sempre foi forte desde as primeiras vezes, mas a ministra ontem disse que já há espaço para esse tipo de discussão dentro do governo.”

 
Esse primeiro fórum, segundo o presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, é um espaço de discussão para a solução da logística do milho no estado, isso porque ao invés do produtor pagar uma saca de milho para fazer o escoamento de outra saca de milho, Mato Grosso pode fazer cada tonelada de milho virar mil reais em produtos resultantes como etanol e DDG (sigla em inglês), farelo de milho de alto teor de energia e proteína.
 
Piero Parini, presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindalcool), ainda esclareceu dois pontos fundamentais para os trabalhos em direção à construção de uma matriz de etanol de milho. Segundo ele, não há nenhuma proibição do aspecto técnico para a produção, porque o Brasil já importou esse tipo de etanol dos EUA. Além disso, a questão da segurança alimentar também não se configura em problema, já que em Mato Grosso há a segunda safra de milho.
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