Paisagens alimentares podem potencializar turismo nordestino
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Imagem: Pixabay
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Paisagens alimentares podem potencializar turismo nordestino

Uma reunião ocorrida no dia (22) discutiu os próximos passos do projeto que estará sendo executado em SE, AL e PB
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Tendo por base o conceito de “paisagens alimentares”, uma reunião ocorrida na última segunda-feira (22), entre o secretário estadual de Turismo, José Sales Neto, e representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do  Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS), discutiu os próximos passos do projeto que estará sendo executado em Sergipe, Alagoas e Pernambuco, tendo como foco roteiros gastronômicos. 

O título da iniciativa, que conta com financiamento do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), é “Potencializando Paisagens Alimentares da Região Nordeste”. Segundo Aluísio Goulart, “o objetivo é fomentar a inclusão socioprodutiva das comunidades mapeadas. O projeto gera boas expectativas para o setor turístico em Sergipe e nos outros dois estados contemplados”.

Supervisor do Setor de Inovação e Tecnologia da Embrapa Alimentos e Territórios, em Maceió (AL), Aluísio Goulart, acrescenta que o projeto vai além da definição de novos roteiros gastronômicos nas comunidades que têm como principal fonte de renda a produção de alimentos. “Utilizamos esse conceito porque ele nos dá a possibilidade de explorar vários outros elementos desses territórios através da cultura local, do vínculo com o alimento, do saber fazer, da tradição”, explicou o supervisor, ressaltando, ainda,  que a ideia é trabalhar, pelo menos, cinco roteiros com seis produtos diferente sendo eles o Roteiro do Engenho, Roteiro dos Produtos Lácteos, Roteiros das Frutas Nativas, do Mel e Maricultura e, por fim, Roteiro da Mandioca e dos seus derivados.

Para o secretário de Estado do Turismo de Sergipe, José Sales Neto, trata-se de “um projeto muito importante porque nós vamos trabalhar na base comunitária e isso vai fazer com que essas pessoas, essas famílias possam ter uma integração na economia do turismo, gerando mais desenvolvimento. Estamos engajados nesse projeto com a Embrapa e vamos trabalhar rotas deixando, futuramente, esse legado para a população do nosso estado”.

Rotas em Sergipe

Ainda de acordo com Goulart, a Rota do Engenho, se apresenta como um dos principais pontos de partida para o projeto no estado. Saindo da capital, Aracaju, o roteiro passa pelos municípios de Estância, Indiaroba e Santa Luzia do Itanhi, aproximando o turista da cultura local, apresentando paisagens naturais, gastronomia regional e contos do período colonial do litoral sul sergipano. 

Para o gestor da Rota do Engenho, Fábio Dickson, a proposta do turismo agregado à gastronomia e à produção local traz boas expectativas. “Isso vai beneficiar muito, não só a Rota do Engenho, mas outros roteiros também, então acredito que o projeto vai fortalecer o nosso turismo, principalmente agora nesse momento de controle da pandemia, dando uma alavancada muito grande nas nossas produções locais”, destaca Dickson.

Outros roteiros que apresentam grande potencial são a Rota das Catadoras de Mangaba e a Rota da Mandioca e derivados. “Estamos com um interesse muito grande em fortalecer a participação de mulheres dentro desse esquema. Além das catadoras, temos as boleiras também. Nossa proposta é resgatar essas receitas tradicionais e levar o turista para conhecer e ter essa experiência de como é feito e porque é feito daquele jeito”, explica Goulart, acrescentando que tem o Sebrae como um dos parceiros para identificar as melhores experiências e compor o projeto.

Presenças

Além da comitiva da Embrapa, participaram da reunião Fábio Dickson, gestor da Rota do Engenho;  Thiago Oliveira, gerente da unidade de atendimento coletivo do Sebrae; Bianca Faria, analista técnica do Sebrae; Dênio Azevedo, professor de Turismo na Universidade Federal de Sergipe (UFS); Geraldo Barros, presidente do Instituto  de Desenvolvimento da Apicultura (Beeva); e Jannyne Barbosa, diretora executiva do Instituto Beeva.

Pela Embrapa, além de Aluísio, se fizeram presentes o chefe-geral do centro de pesquisa de Alagoas,  João Flávio Veloso. O pesquisador Ricardo Eslebão, que atua como chefe-adjunto de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da unidade alagoana, e o pesquisador, especialista em ostras e maricultura, Jefeson Legat, da Embrapa Tabuleiros Costeiros,  (Aracaju -SE). 


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