Paraná vai sediar encontros Brasileiro e Latinoamericano de Agroecologia

Agronegócio

Paraná vai sediar encontros Brasileiro e Latinoamericano de Agroecologia

O 6º Congresso Brasileiro de Agroecologia e o 2º Congresso Latinoamericano de Agroecologia, acontecem em Curitiba e em Pinhais, entre os dias 9 e 12 de novembro
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O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) vai participar, entre os dias 9 e 12 de novembro deste ano, da concretização de um evento que há mais de um ano ajuda a desenvolver: o 6º Congresso Brasileiro de Agroecologia e o 2º Congresso Latinoamericano de Agroecologia, que acontecem em Curitiba e em Pinhais.

Segundo o diretor-presidente do instituto, José Augusto Teixeira de Freitas Picheth, a agroecologia é uma área de destaque dentro do Iapar. “Nossa participação no congresso também está relacionada ao interesse do instituto na agroecologia. Temos um programa específico dedicado ao assunto, com diversos projetos de pesquisa em andamento e a mobilização de muitos de nossos pesquisadores no assunto”, explica.

Desde a comissão organizadora, passando pela programação científica e as dinâmicas de campo, há o envolvimento de pesquisadores e técnicos do Iapar. A coordenação técnico-científica está sendo feita pelo instituto, que ainda atua na secretaria-executiva. Além disso, estará presente ativamente em todos os dias do congresso, mostrando alternativas à produção agrícola convencional, com atenção à sustentabilidade e cuidado ao meio ambiente”.

O diretor técnico-científico do Iapar, Arnaldo Colozzi, lembra que a participação do instituto em eventos dessa temática tem sido uma constante. “Inclusive na edição anterior do evento nacional, que aconteceu em Guarapari (ES), nossos pesquisadores apresentaram trabalhos científicos e um deles ministrou palestra. Também organizamos encontros sobre agroecologia e agricultura orgânica, fazemos parte das Redes Agroecológicas do Centro-Sul, que integra as Redes de Referências para a Agricultura Familiar, e somos parceiros do Paraná Orgânico”.

MEIO AMBIENTE – Os agricultores de base agroecológica, afirma Picheth, demandam tecnologias que aliam otimização e redução de insumos externos e métodos que promovam a sustentabilidade, criando condições técnicas, sociais e econômicas mais favoráveis. “Nesse sentido, o Iapar está afinado com a política agrícola do governo estadual, voltando esforços para os agricultores familiares – que são a maioria na base agroecológica e orgânica – e ao cuidado com o meio ambiente, buscando alternativas à produção convencional”, aponta o diretor-presidente.

Com esses objetivos, o instituto já está contribuindo com tecnologias que preservam os recursos naturais e reduzem o impacto ambiental dos sistemas agropecuários existentes. Resultados de estudos conduzidos pelo Iapar mostram ser possível utilizar o controle biológico e botânico de pragas; o desenvolvimento de variedades de arroz, feijão, milho, trigo, entre outras culturas, resistentes a doenças e pragas, tolerantes aos estresses ambientais, com menor uso de insumos e com maior capacidade de adaptação às mudanças climáticas, pelo método convencional de melhoramento genético.

Colozzi destaca também o controle de parasitas com inseticidas feitos de extratos vegetais, como o nim; o uso de adubação verde no controle de ervas daninhas, reciclagem de nutrientes e conservação da umidade do solo. Um exemplo é a batata Iapar Cristina, cultivar adequado para a produção no sistema orgânico. Outra contribuição do instituto é um guia sobre alimentos orgânicos – o livreto está disponível para download gratuito no site do Iapar: (http://www.iapar.br/arquivos/File/zip_pdf/publi_alimentos.pdf).

“Olhando a programação do congresso, ressalto que muitos desses temas fazem parte das discussões e dinâmicas que acontecerão no evento, mostrando a importância da pesquisa na adoção de práticas reconhecidamente sustentáveis. Além disso, o debate e o intercâmbio de experiências nacionais e internacionais entre agricultores, estudantes, pesquisadores, professores e técnicos vão trazer ainda mais demandas por pesquisa e tecnologia”, completa Picheth.

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