Parceria mira resistência de plantas daninhas
A característica ganha importância diante do avanço de plantas daninhas resistentes
A característica ganha importância diante do avanço de plantas daninhas resistentes - Foto: Canva
A união entre concorrentes em torno de uma mesma tecnologia mostra como a inovação em defensivos agrícolas tem exigido investimentos elevados, ciclos longos de desenvolvimento e cooperação para enfrentar gargalos técnicos nas lavouras. Segundo David K. Santos, engenheiro especialista em melhoria contínua e excelência operacional no agronegócio, esse é o racional do acordo anunciado em 16 de junho entre FMC e Corteva.
A parceria busca ampliar o acesso ao rimisoxafen, herbicida ainda em fase pré-comercial e visto pela indústria como aposta para os próximos anos. De acordo com classificação recente do Herbicide Resistance Action Committee, o produto é o primeiro a reunir dupla modalidade de ação em uma única molécula.
A característica ganha importância diante do avanço de plantas daninhas resistentes, um dos principais desafios no manejo de milho e soja. Entre os alvos estão espécies do gênero Amaranthus, conhecidas pela capacidade de superar herbicidas convencionais.
Pelos termos do acordo, a FMC mantém a propriedade intelectual sobre o rimisoxafen e fornecerá o ingrediente ativo. A Corteva atuará como parceira comercial, enquanto as empresas desenvolverão formulações premix exclusivas para milho e soja na América do Norte e na América do Sul, incluindo o Brasil.
A Corteva fará um pagamento inicial de US$ 200 milhões pela compra antecipada do produto. Apesar do valor, a chegada às lavouras depende das aprovações regulatórias em cada mercado. As primeiras vendas comerciais são previstas apenas para o fim desta década.
Para o produtor, o movimento reforça que soluções para a resistência de plantas daninhas exigem planejamento de longo prazo e alianças para ampliar o desenvolvimento e a distribuição de tecnologias voltadas a problemas específicos da produção agrícola.