CI

Pastagens favorecem desempenho do gado de corte no RS

Oferta de forragem sustenta desempenho dos rebanhos


Foto: Sheila Flores

Os rebanhos de bovinocultura de corte no Rio Grande do Sul apresentam condições corporais adequadas, impulsionadas pela boa oferta e qualidade das pastagens nativas e cultivadas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (8), o ganho de peso dos animais foi favorecido pelo desenvolvimento das pastagens após as chuvas recentes e pela redução da pressão de pastejo, resultado da comercialização de gado gordo, terneiros e vacas de descarte em parte das propriedades. A Emater/RS-Ascar informa que “houve ganho de peso, favorecido pelo desenvolvimento das pastagens após as chuvas do período”.

O boletim aponta aumento na incidência de ectoparasitas, como carrapatos e mosca-dos-chifres, o que tem exigido controle sanitário contínuo. O manejo reprodutivo segue em andamento na maior parte das regiões, com uso de monta natural, inseminação artificial e repasse com touros.

Na região administrativa de Bagé, o cenário é considerado favorável para todas as categorias do rebanho, em função da oferta de forragem nos campos nativos e nas pastagens cultivadas de verão. Segundo a Emater/RS-Ascar, “em algumas propriedades, têm sido realizados ajustes de lotação em função da comercialização de terneiros e vacas de descarte”, enquanto a temporada de entoure segue em curso, com repasse nos casos de falhas na inseminação artificial.

Em Caxias do Sul, os rebanhos registraram ganhos de peso associados à permanência em áreas de campo nativo e à redução da lotação. O Informativo destaca que a estação de monta prosseguiu, com matrizes entouradas e repasse após a inseminação artificial. As vacas que não emprenharam e atingiram grau adequado de acabamento foram comercializadas para frigoríficos, enquanto outras permaneceram em invernadas para terminação, contribuindo para a diminuição da pressão de pastejo.

Na região de Erechim, a Emater/RS-Ascar observa redução no uso de volumosos conservados e rações, com retorno dos animais ao pastejo direto diante da maior disponibilidade de forragem, o que resultou em diminuição de custos. Em Frederico Westphalen e Passo Fundo, o estado sanitário dos lotes é considerado adequado, com monitoramento constante de ectoparasitas e início de protocolos de controle quando necessário, além de intenso comércio de vacas de cria, novilhas e terneiros.

Em Pelotas, o manejo reprodutivo avança para a fase final, com propriedades próximas da conclusão da estação de monta, incluindo inseminação artificial e entoure. A Emater/RS-Ascar destaca que “as parições já se estão encerradas na maioria das unidades produtivas”. Em Santa Maria, foi registrada elevada ocorrência de parições, exigindo maior atenção dos produtores ao manejo nutricional e aos cuidados com vacas e bezerros recém-nascidos, enquanto a incidência de carrapatos apresentou redução.

Na região de Santa Rosa, o rebanho destinado à reprodução manteve condição satisfatória. A inseminação artificial em tempo fixo foi encerrada em dezembro, com repasse por touros das próprias propriedades. Conforme relato dos criadores à Emater/RS-Ascar, “os volumes acumulados de chuva ocasionaram redução estimada de cerca de 5% na produtividade”. Ainda assim, a maior oferta de forragem no campo nativo ampliou a procura por categorias intermediárias voltadas à engorda e à recria.

Em Soledade, os rebanhos permanecem em período reprodutivo, com uso de monta natural e inseminação artificial, incluindo a IATF, enquanto o período de parição se aproxima do encerramento.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7