PCA 2026/27 prevê juros de até 8% ao ano para armazéns de grãos. Veja limites, prazo, carência e quando o crédito poderá ser solicitado.
O 11º Levantamento da Conab, estima a safra 2025/26 em 360 mi de toneladas.
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Produtores que planejam construir um silo ou armazém de grãos já podem conhecer as condições previstas para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) no ano agrícola 2026/27.
Segundo as condições divulgadas pelo BNDES, investimentos em unidades de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Para os demais empreendimentos enquadrados no programa, a taxa prevista é de até 9,5% ao ano.
Há, porém, uma informação fundamental: o BNDES informa que a data de abertura dos pedidos de financiamento ainda será comunicada às instituições financeiras por meio de aviso. Portanto, as condições estão divulgadas, mas não é correto afirmar que a contratação já esteja aberta.
O que o PCA pode financiar? O PCA atende produtores rurais e cooperativas de produção.
O programa permite financiar projetos de ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e câmaras frias destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados.
No caso dos equipamentos, o BNDES estabelece requisitos específicos, incluindo credenciamento ou, para determinados importados, comprovação de inexistência de similar nacional.
Quanto pode ser financiado pelo PCA? Para investimentos em armazenagem de grãos, o limite por cliente e por ano agrícola é de R$ 50 milhões para produtores rurais.
No caso das cooperativas de produção, o teto chega a R$ 200 milhões. Para os demais itens financiáveis, o limite indicado é de R$ 25 milhões.
A participação do BNDES pode chegar a 100% dos itens financiáveis.
Prazo chega a dez anos e as condições divulgadas estabelecem prazo de financiamento de até dez anos, incluindo carência de até dois anos.
As garantias são negociadas entre a instituição financeira credenciada e o beneficiário, respeitando as normas aplicáveis. A vigência indicada pelo BNDES para o programa vai até 30 de junho de 2027.
Safra brasileira chega a 360,8 milhões de toneladas. A discussão sobre financiamento para armazenagem ocorre enquanto a produção de grãos brasileira alcança novos patamares.
O 11º Levantamento da Conab, divulgado em 13 de agosto, estima a safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas, crescimento de 2,4% ou 8,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior.
A área cultivada foi estimada em 83,5 milhões de hectares. O Brasil tem 233,8 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem
O dado mais recente do IBGE mostra que a capacidade disponível de armazenagem agrícola brasileira atingiu 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, crescimento de 1,1% frente ao semestre anterior.
Os dois números, porém, não podem ser simplesmente subtraídos para calcular um suposto déficit de armazenagem.
Os 360,8 milhões de toneladas da Conab representam produção ao longo de uma safra, enquanto os 233,8 milhões do IBGE representam capacidade estática disponível. Um mesmo armazém pode receber e expedir diferentes lotes ao longo do período.
O desafio de armazenagem depende ainda de localização, calendário das culturas, capacidade de giro e concentração regional da produção.
Por isso, para o produtor, a decisão de investir em um silo próprio deve considerar não apenas a taxa de juros, mas também custo da obra, secagem, energia, manutenção, logística e o ganho potencial de flexibilidade na comercialização da safra.
Com as condições do PCA 2026/27 já divulgadas, o próximo ponto a acompanhar é a abertura efetiva dos pedidos de financiamento, que ainda depende de comunicação do BNDES.