Pecuária e comércio são os destaques da região Norte de TO
Com 40,68% do rebanho estadual, bovinocultura alavanca outros setores como o comercial
O rebanho bovino do Tocantins é de 7.752.574 de cabeças. Deste total, a região Norte, que vai de Colinas e Goiatins até a região conhecida como Bico do Papagaio, tem 40,68% do rebanho, ou 3.153.060 cabeças, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), de maio de 2005. Só na região do entorno de Araguaína estão concentradas 1.253.606 de cabeças de gado. Dados que podem confirmar que a Região Norte do Tocantins tem grande destaque na economia regional com a força da pecuária.
O comércio também tem mostrado resultados positivos com a instalação de novas empresas e indústrias, consolidando os municípios que pertencem a região, como Araguaína, Guaraí, Xambioá e Colinas. Com a continuidade das obras da Ferrovia Norte-Sul, novos mercados serão abertos para a economia local. Em Araguaína, maior cidade do Interior do Estado, de acordo com a secretaria municipal da Fazenda, estão instaladas, atualmente, 5.937 empresas, e este número poderá aumentar com a chegada de novos investimentos na região.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Araguaína (SRA), Rodrigo Rochael Guerra, nos últimos 16 anos, a pecuária no Tocantins cresceu muito, teve um salto enorme, o rebanho bovino praticamente dobrou e apenas na região Norte, devido a este crescimento, tem instalados seis frigoríficos, sendo quatro em Araguaína. “O Tocantins brigou muito na questão da sanidade animal, abrindo novas fronteiras para o comércio da carne, não só para outros Estados, mas também para outros países. As fazendas melhoraram implantando novas tecnologias para a criação do rebanho bovino, nas suas estruturas, investiram no melhoramento genético. A agricultura, que antes não tinha na criação do Tocantins, agora já é um destaque na economia regional e com a Ferrovia Norte-Sul, o escoamento da produção será facilitado”, comentou.
Ainda segundo Guerra, o município de Araguaína se tornou um importante pólo econômico para o Tocantins e, futuramente, será ainda mais importante para o Estado, com a vinda de novos investimentos, tanto no setor do agronegócio, como no comércio e indústria. “A indústria frigorífica do Tocantins está praticamente instalada aqui, temos quatro frigoríficos só em Araguaína, e temos a possibilidade de mais outro na região econômica do município, o que comprova a tendência de que a cidade estará cada vez mais forte neste setor”, completou.
Crise
Mas para o pecuarista Ricardo José de Andrade o setor pecuarista está enfrentando uma das suas maiores crises nos últimos 20 anos. “O baixo preço da arroba do boi está acarretando vários problemas na cadeia produtiva da carne. Os produtores estão trabalhando no vermelho, tendo um alto custo para produzir e o preço da carne não está conseguindo manter estes custos”, comentou. Disse ainda, que nos dois últimos anos, foram abatidas muitas matrizes e que a partir do próximo ano haverá falta de bezerros, o que pode levar a uma maior procura da carne no mercado e, conseqüentemente, elevar o preço da arroba do boi. “É apenas uma tendência, não podemos afirmar se vai acontecer ou não, mas a partir desta crise podemos tirar alguns exemplos para superá-la, como trabalhar o marketing da carne, aumentando o seu consumo e procurar novos mercados”, completou Andrade.
Comércio
A área do comércio se desenvolveu bastante, segundo afirmação do presidente da Associação Comercial e Industrial de Araguaína (Aciara), Paulo Trovo. De acordo com ele, muitas empresas grandes se instalaram no município, sendo algumas vindas de outros Estados. “Apesar da crise no cenário nacional, o comércio local vem crescendo a cada dia. Acreditamos que Araguaína não vai parar. O setor imobiliário está crescendo, em consequência direta, o comércio cresce também. Temos destaque também no setor alimentício e o setor de veículos também vem crescendo, nos últimos dois anos várias empresas já se instalaram em Araguaína”, comentou. Trovo complementou afirmando que a vinda de novas faculdades para a região, impulsionou ainda mais o comércio da cidade, novas lojas de roupas, calçados e outros produtos se instalaram na região, e aumentando o número de vagas de empregos.