Período seco aumenta atenção com pragas no algodão
Monitoramento e manejo integrado ajudam a proteger estruturas
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O período reprodutivo do algodão exige atenção redobrada com o controle de pragas, principalmente quando coincide com condições de tempo seco. É nessa fase que a planta forma botões florais, flores e maçãs, estruturas diretamente relacionadas à produtividade.
Entre as principais pragas estão o bicudo-do-algodoeiro, mosca-branca, pulgões, ácaros e lagartas. O tempo seco pode favorecer principalmente o aumento de insetos sugadores e ácaros, enquanto o estresse hídrico deixa as plantas mais sensíveis aos ataques.
O bicudo pode causar danos em botões florais e maçãs. Mosca-branca e pulgões sugam a seiva e produzem uma substância chamada melada, que favorece a fumagina e pode escurecer a fibra. Já os ácaros provocam danos às folhas, enquanto algumas lagartas atacam folhas e estruturas reprodutivas.
Monitoramento ajuda a definir o controle
Uma das principais recomendações é acompanhar a lavoura de forma frequente. O monitoramento deve avaliar diferentes pontos da área, identificar as pragas presentes e observar a intensidade da infestação.
A decisão de aplicar um inseticida não deve ser baseada apenas na presença da praga. O Manejo Integrado de Pragas, conhecido como MIP, considera também a fase da cultura, os danos encontrados, a presença de inimigos naturais e os níveis de ação indicados pelas referências técnicas.
Quando o controle químico for necessário, devem ser utilizados produtos registrados para o algodão e para a praga-alvo. A alternância entre diferentes modos de ação também é importante para diminuir o risco de resistência.
Outro cuidado está na própria pulverização. Em períodos quentes e secos, horário, pressão, pontas e volume de calda precisam ser ajustados para melhorar a cobertura das plantas e reduzir perdas.
Manejo vai além da aplicação
O controle de pragas não depende somente de inseticidas. Eliminar plantas voluntárias, controlar plantas daninhas, evitar estresse hídrico e preservar inimigos naturais também fazem parte da estratégia.
O objetivo do manejo integrado é proteger a produtividade da cultura com intervenções feitas no momento necessário, reduzindo aplicações desnecessárias, custos e riscos de resistência.