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Pesquisadores dão novo passo em busca do controle do amarelecimento fatal do dendê


A pesquisa brasileira acaba de dar um grande passo em direção ao controle da doença Amarelecimento Fatal, que tantos prejuízos tem causado às plantações de dendê do Brasil e de outros países da América Latina. Cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento, e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) detectaram a presença de fitoplasmas associados a amostras de dendezeiros doentes. Os fitoplasmas são microorganismos sem parede celular e que há pouco mais de 30 anos tiveram a sua natureza etiológica estudada.

A descoberta ainda não representa o controle total da doença, mas o otimismo tomou conta da comunidade científica, diante da perspectiva de que daqui para frente poderão ser definidas estratégias que permitam a convivência das plantações com a doença. "A dendeicultura pode ganhar muito com isso", acredita José Furlan Júnior, pesquisador da Embrapa.

O Amarelecimento Fatal levou ao encerramento das atividades de processamento de óleo pela Denpasa, que chegou a gerar até 1.000 empregos diretos, mas teve 5 mil hectares de dendezeiros totalmente dizimados nos últimos anos. A doença está se espalhando nas áreas de plantios de dendezeiros localizados às proximidades da Denpasa. Por esse motivo, a descoberta também interessa aos empresários que têm investimento em dendeicultura. Segundo Furlan Júnior, havia, por parte do empresariado, receio em ampliar os investimentos nessa área.

Já sabe-se, por exemplo, que as cigarrinhas (pequenos insetos que atacam as gramíneas) são os vetores da doença, mas ainda é preciso descobrir quais as espécies de cigarrinhas que transmitem o Amarelecimento Fatal. As pesquisas devem estudar detalhadamente essas pequenas cigarras que serão coletadas nas plantações de dendezeiros e minuciosamente analisadas, para se descobrir quais transmitem o fitoplasma. Só então os pesquisadores vão definir as formas de controle do inseto.

No mundo inteiro existem poucos especialistas em fitoplasma. O fato de ser difícil detectá-lo no material analisado complica um diagnóstico conclusivo. No caso específico do Amarelecimento Fatal, até cientistas estrangeiros buscaram elucidar a doença, mas o passo decisivo coube a um grupo de pesquisadores brasileiros, composto por Brioso (coordenador). As empresas do grupo Agropalma, Marborges Agroindústrias S.A, Agroindústria palmasa S.A e do Sindicato da Indústria de Azeite e Óleos Alimentícios do Estado do Pará (Sinolpa) são parceiras no projeto.

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