Petróleo, clima e Chicago viram o jogo no agro
Em Chicago, os grãos operam de forma mista
Em Chicago, os grãos operam de forma mista - Foto: Bing
O mercado agrícola e financeiro acompanha um pregão de oscilações moderadas, influenciado por um ambiente externo mais favorável ao risco e por ajustes nas commodities. Segundo a Agrinvest, o dólar opera praticamente estável frente ao real, cotado a R$ 4,98, com leve queda de 0,19%.
O cenário internacional é marcado pelo avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, movimento que ajuda a sustentar a alta das bolsas globais. O S&P 500 renovou máximas, apoiado por balanços corporativos e pelo tema de inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o petróleo recua com a reabertura do Estreito de Ormuz, devolvendo parte do prêmio de risco geopolítico e contribuindo para um quadro mais tranquilo no curto prazo.
Em Chicago, os grãos operam de forma mista. A soja se mantém estável após oscilações ao longo da sessão, influenciada pela queda do petróleo e pelo recuo dos óleos vegetais, em meio à redução do prêmio de risco. Ainda assim, dados de menor importação de biocombustíveis nos Estados Unidos ajudam a sustentar o consumo doméstico de óleo de soja. Milho e trigo recuam, pressionados pelo ambiente externo mais calmo, embora o trigo ainda acumule ganhos na semana com suporte climático.
Na B3, o milho encerra a semana em baixa, com o contrato maio de 2025 a R$ 65,41 por saca, queda de 0,49%. O mercado é pressionado pela combinação de dólar mais fraco, recuos em Chicago e expectativa de maior oferta com a colheita da safra de verão. No físico, o ritmo segue travado, com spreads amplos entre compradores e vendedores no Mato Grosso, baixa fluidez em Goiás e Mato Grosso do Sul, além de produtores retraídos e compradores sem urgência. No clima, a frente fria leva instabilidades ao Sul e parte do Sudeste, mas os baixos volumes mantêm a preocupação com o milho safrinha.