Petróleo acima de US$ 155 amplia risco para diesel
Para o Brasil, o principal efeito estaria sobre as importações
Para o Brasil, o principal efeito estaria sobre as importações - Foto: Pixabay
A forte alta do petróleo amplia a preocupação com os custos dos combustíveis e com a disponibilidade de derivados no mercado internacional, em um cenário de maior pressão sobre o diesel. Segundo José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, o petróleo em Omã supera US$ 155,00, elevando os riscos para toda a cadeia de processamento.
A avaliação é de que a atenção passa a se concentrar no custo de produção do diesel e no limite de preço que o mercado conseguirá absorver pelo barril de petróleo cru. O movimento ocorre em meio a restrições nas exportações de derivados por Rússia e China, fator que reduz a oferta disponível no comércio internacional.
Nos Estados Unidos, o cenário também exige acompanhamento. De acordo com Lima Júnior, o país enfrenta preço recorde do diesel, acima de US$ 6,20 por galão. Uma eventual mudança na política norte-americana de exportações poderia acrescentar ainda mais pressão ao mercado.
O risco aumenta caso as exportações de petróleo cru da Arábia Saudita permaneçam limitadas por um período prolongado e os Estados Unidos adotem medidas para restringir os volumes destinados ao exterior. Nessa combinação, a tendência apontada é de forte avanço dos preços internacionais do diesel.
Para o Brasil, o principal efeito estaria sobre as importações. Com menor disponibilidade global de derivados e preços mais elevados, o volume acessível ao mercado brasileiro poderia ser diretamente afetado, ampliando a exposição do país às oscilações externas. Na avaliação de Lima Júnior, o quadro atual é resultado de uma forte desorganização no mercado internacional, associada às decisões e aos movimentos envolvendo Estados Unidos e Israel.