Petróleo cai com retomada de fluxos marítimos
Na gasolina, o RBOB caiu 1,3% na semana
Na gasolina, o RBOB caiu 1,3% na semana - Foto: Pixabay
O mercado de combustíveis encerrou a última semana com movimentos distintos entre petróleo, diesel e gasolina, diante da redução do risco geopolítico e da pressão sobre os derivados. Segundo a StoneX, o contrato mais ativo do Brent acumulou queda de 10,6% na semana, a terceira baixa semanal consecutiva, enquanto o WTI seguiu a mesma direção.
A principal influência sobre o petróleo foi a retomada dos fluxos físicos de óleo e derivados pelo Estreito de Ormuz. O movimento ganhou força após a assinatura, em 17 de junho, de um memorando de 14 pontos entre Estados Unidos e Irã, que definiu cessar-fogo e reabertura da rota marítima. O acordo reduziu o prêmio de risco geopolítico dos contratos.
No diesel, o diferencial entre Heating Oil e Brent avançou quase 24% na semana e atingiu US$ 62,7 por barril, maior nível desde o início de junho. Os futuros do combustível não recuaram na mesma proporção que o petróleo, sinal de que a normalização dos fluxos de óleo bruto ainda não indica melhora equivalente no balanço de diesel para os próximos meses. Nesse cenário, a StoneX revisou para baixo as projeções de venda de diesel B em 2026.
Na gasolina, o RBOB caiu 1,3% na semana, de US$ 2,99 para US$ 2,96 por galão entre os dias 19 e 26. Já o crack spread RBOB/Brent subiu 13,7%, de US$ 45,9 para US$ 52,2 por barril. O avanço mostra que o petróleo perdeu mais valor do que a gasolina, ampliando a margem de refino. A proximidade do pico da temporada de viagens sustentou o indicador, enquanto o PPI manteve defasagem acima de R$ 0,60 por litro. As informações foram divulgadas nesta semana.