Petróleo dispara com novo bloqueio em rota vital
Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda
Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda - Foto: Pixabay
Os preços do petróleo voltaram a subir em meio às incertezas sobre a normalização do fluxo global de embarcações e à nova interrupção no Estreito de Hormuz. Segundo análise da StoneX, o movimento ocorre após três semanas seguidas de recuo nas cotações, em um ambiente marcado por sinais diplomáticos mistos e por um mercado físico cada vez mais pressionado.
Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda de 5,1%, negociado ao redor de USD 90,4 por barril. Os futuros do WTI acompanharam trajetória semelhante e fecharam em USD 83,9 por barril, com recuo de 13,2% no acumulado da semana. Mesmo assim, a leitura do mercado segue sensível ao noticiário envolvendo o Oriente Médio e, principalmente, às condições de operação no Estreito de Hormuz.
A pressão baixista recente foi influenciada pela expectativa de maior alinhamento diplomático entre Teerã e Washington. Também pesou a confirmação feita pelo Irã, na sexta-feira, 17, de uma reabertura do Estreito de Hormuz enquanto o cessar-fogo com os Estados Unidos seguir vigente. A sinalização foi recebida como um fator de alívio, mas não eliminou a percepção de risco.
De acordo com a avaliação, o mercado passou a precificar com mais força a possibilidade de uma resolução definitiva de paz. Ainda assim, esse cenário convive com um quadro de oferta física mais estressado e com a ausência de sinais claros sobre quando os fluxos de embarcações no estreito devem se normalizar de forma efetiva.
Esse descompasso entre a perspectiva diplomática e a realidade logística mantém a volatilidade elevada. Embora o avanço das negociações tenha contribuído para as perdas recentes do Brent e do WTI, a situação no corredor marítimo continua sendo um ponto central para a formação dos preços do petróleo no curto prazo.