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Planta daninha como o Caruru muda dinâmica do manejo da soja e coloca pré-emergentes no centro da estratégia

Avanço do Caruru nas lavouras de Mato Grosso tem mudado a estratégia de manejo


Foto: Nadia Borges

Pressão de invasoras aumenta sobre a oleaginosa e reforça a necessidade de ações antecipadas para preservar produtividade e eficiência dos herbicidas para safra 2026/27

O avanço acelerado do Caruru (Amaranthus hybridus) nas lavouras de Mato Grosso tem mudado a estratégia de manejo na soja e ampliado a busca por ferramentas capazes de reduzir a pressão inicial de plantas daninhas. Com maior capacidade de adaptação e multiplicação, a espécie se soma a desafios já conhecidos, como pé-de-galinha e vassourinha-de-botão, aumentando a necessidade ainda maior de controle já nas fases iniciais da cultura para a safra 2026/27.

A pressão crescente dessas invasoras ocorre em um momento em que a soja se tornou mais sensível à interferência das plantas daninhas nas fases iniciais de desenvolvimento, tornando o controle precoce um fator decisivo para a manutenção do potencial produtivo. Segundo Jeferson Altair Brambilla, engenheiro agrônomo, CEO da J&A Inteligência Agronômica, com sede em Sorriso MT, o cenário atual exige uma mudança na forma como o produtor conduz o manejo. “Temos observado uma crescente muito rápida do caruru, que vem se multiplicando com muita velocidade, em função das características da própria planta, que possui ampla capacidade de adaptação ao sistema e alto potencial de multiplicação”, explica.

Além do caruru, espécies como vassourinha-de-botão e pé-de-galinha seguem entre os principais desafios fitossanitários nas regiões produtoras de Mato Grosso, sobretudo no eixo da BR-163 e no norte do estado. Para Brambilla, a adoção de diferentes ferramentas dentro do sistema de manejo é essencial, mas o controle antecipado segue como peça central da estratégia. “Não adianta ter ferramentas para uso em pós-emergência se não houver bons pré-emergentes. Conhecer os problemas presentes em cada área é fundamental”, afirma.

O especialista destaca ainda que a competição entre a soja e as invasoras ocorre hoje muito mais cedo do que no passado. “A lavoura de soja é muito mais sensível a diversos fatores e sofre mais a interferência da matocompetição, ainda na fase inicial de crescimento. Reduzir o fluxo de plantas daninhas no sistema e evitar a necessidade de uma carga muito alta de herbicidas contribui para melhorar os tetos produtivos”, ressalta.

Outro ponto importante, segundo ele, é que os pré-emergentes exercem papel importante na redução da pressão sobre moléculas aplicadas posteriormente. "O pré-emergente tem papel fundamental na redução do fluxo de plantas daninhas, evitando que seja necessário pressionar os herbicidas pós-emergentes em fases e momentos inadequados. Isso contribui para preservar o potencial de controle e reduzir o risco de sobras de plantas resistente”, acrescenta.

Manejo antecipado ganha espaço

Dentro desse cenário, tecnologias desenvolvidas para atuar no manejo antecipado ganham protagonismo. É nesse contexto que a Agroallianz reforça o posicionamento do Predecessor®, herbicida recém-lançado no mercado e indicado para aplicação em pré-plantio. O produto foi desenvolvido para atuar no controle inicial das plantas daninhas, contribuindo para a formação de áreas mais limpas desde o estabelecimento da cultura e reduzindo os impactos da matocompetição sobre o desenvolvimento da soja.

De acordo com Renato Menezes, engenheiro agrônomo e gerente de marketing técnico da Agroallianz, o herbicida foi desenvolvido justamente para atender uma demanda crescente do campo. “O cenário atual exige uma mudança de abordagem no manejo. O agricultor precisa pensar em construir um manejo controle e não apenas em corrigir problemas depois que eles aparecem. O Predecessor entra nessa estratégia justamente por atuar desde o início, controlando a emergência das plantas daninhas, diminuindo a pressão sobre aplicações em pós-emergência e contribuindo para preservar o potencial produtivo da lavoura”, afirma Menezes.

Com formulação exclusiva no mercado brasileiro, o Predecessor® reúne três moléculas, Imazetapir, Flumioxazin e Diclosulam, combinando diferentes mecanismos de ação para ampliar o espectro de controle e atuar tanto na pré quanto na pós-emergência das plantas daninhas. Segundo Menezes, a integração dos ativos permite interromper processos fisiológicos essenciais das infestantes. “Os ingredientes ativos interrompem a síntese de aminoácidos e clorofila e aumentam a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), comprometendo o funcionamento celular das plantas daninhas”, explica.

O herbicida apresenta controle sobre até 15 espécies de plantas daninhas, incluindo buva, picão-preto, corda-de-viola, trapoeraba, capim-colchão e caruru-de-mancha. Ensaios independentes conduzidos em Ponta Grossa (PR) demonstraram resultados positivos em diferentes cenários de infestação, além de ganhos diretos de produtividade. 

Ensaios independentes também demonstraram ganhos produtivos, em áreas tratadas com Predecessor®, a produtividade foi superior em comparação às áreas sem aplicação. “O produto permite que o agricultor comece a safra com a área limpa, diminuindo a dependência de aplicações corretivas dos herbicidas pós-emergentes. Isso se traduz em ganhos práticos, como redução de custos operacionais e maior eficiência no manejo”, conclui Menezes.
 

 

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