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Polinização de macieiras com drone

Em períodos de escassez de abelhas ou de baixa atividade, a polinização por drones poderia ser alternativa



A polinização é um serviço feito naturalmente pelas abelhas, mas às vezes é preciso dar uma forcinha para a natureza. “É bem comum o aluguel de colmeias para polinização. Os fruticultores utilizam normalmente entre duas e quatro colmeias por hectare, pagando cerca de R$ 80,00 por colmeia”, explica André Sezerino, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador.

Há também pomares com problemas de polinização que utilizam produtos reguladores de crescimento para induzir a formação de frutos sem que haja polinização. “Mas o efeito é muito variável entre safras e a qualidade dos frutos formados normalmente é inferior a de frutos bem polinizados”, descreve o pesquisador. A polinização manual também não é uma alternativa viável comercialmente, sendo empregada somente em cruzamentos para melhoramento genético.

Em períodos de escassez de abelhas ou de baixa atividade, a polinização por drones poderia ser um importante complemento ao processo natural. Ao contrário das abelhas, a tecnologia pode operar no frio e à noite, além de compensar influências climáticas, como uma chuva que venha a lavar o pólen sendo produzido e dispersado.

A Dropcopter tem sede nos Estados Unidos e é a primeira empresa do mundo a oferecer serviço de polinização automatizada para fins comerciais.

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