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Por que 65% dos produtores se sentem malvistos?

A estratégia foi construída a partir de pesquisas com mais de 4 mil brasileiros


A estratégia foi construída a partir de pesquisas com mais de 4 mil brasileiros A estratégia foi construída a partir de pesquisas com mais de 4 mil brasileiros - Foto: Canva

A percepção sobre a imagem do campo ainda revela um descompasso entre produtores rurais e a população urbana. Pesquisa mostra que 65% dos produtores acreditam ser vistos de forma negativa nas cidades, enquanto 30% consideram essa visão neutra e apenas 5% avaliam que ela seja positiva.

O dado faz parte da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, realizada com 3.100 entrevistados em 16 estados, envolvendo 15 culturas agrícolas e quatro cadeias pecuárias. O resultado contrasta com outro levantamento apoiado pela entidade, segundo o qual sete em cada dez brasileiros têm uma visão positiva do agronegócio.

Apesar disso, 30% dos entrevistados se declaram desfavoráveis ao setor, e 51% desse grupo têm entre 15 e 29 anos. A diferença entre a percepção dos produtores e a opinião da sociedade reforça a necessidade de ampliar o diálogo entre campo e cidade.

Nesse contexto, o Projeto Marca Agro do Brasil prepara ações de comunicação, publicidade e ativação em escolas e espaços públicos. Um dos filmes da campanha será apresentado em 25 de julho, durante o GAFFFF Sorriso, em Mato Grosso.

A estratégia foi construída a partir de pesquisas com mais de 4 mil brasileiros e inclui a personagem Aninha, criada para dialogar especialmente com o público jovem. A proposta é aproximar a sociedade do setor e fortalecer a imagem do agronegócio brasileiro.

"Toda estratégia de comunicação precisa partir de evidências. Antes de desenvolver as peças, buscamos entender como o agro era percebido pela sociedade e validar os caminhos criativos que sensibilizavam as pessoas em diferentes etapas de pesquisa. Reputação se constrói com histórias reais, fatos, diálogo e continuidade. Não podemos contar apenas com narrativas, precisamos de relevância, consistência e estar presente na vida das pessoas com a devida frequência", defende o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos.
 

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