Portos sustentam soja, mas armazenagem preocupa
No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande avançou para R$ 136,50 por saca
No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande avançou para R$ 136,50 por saca - Foto: United Soybean Board
O mercado físico da soja encerrou a semana com movimentos moderados nas principais regiões produtoras, sustentado pelos portos, pelo câmbio e pela firmeza dos prêmios de exportação, enquanto custos logísticos, armazenagem e crédito seguem no centro das atenções. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário desta sexta-feira, 3 de julho de 2026, também refletiu a consolidação das cotações em Chicago e a demanda chinesa pelo produto brasileiro no segundo semestre.
No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande avançou para R$ 136,50 por saca, enquanto as praças do interior ficaram entre R$ 130,00 e R$ 131,00. A semeadura do trigo alcançou 83% da área prevista de 814.220 hectares, e o plantio da canola foi praticamente concluído em área recorde. Em Santa Catarina, São Francisco do Sul permaneceu em R$ 131,00, com produtores atentos aos efeitos do frio e das geadas sobre os cultivos de inverno.
No Paraná, Paranaguá fechou a R$ 137,00, com alta de 0,74%, e o indicador estadual atingiu R$ 128,41. A produção recorde de soja ampliou a pressão sobre armazéns e corredores logísticos, ao mesmo tempo em que a inadimplência rural chegou a 7,6% em maio e aumentaram as críticas às condições do Plano Safra 2026/27.
Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande e Dourados subiram para R$ 116,00. O déficit de armazenagem supera 12,4 milhões de toneladas, o que força vendas mais rápidas e reduz o poder de negociação. Em Mato Grosso, Primavera do Leste avançou para R$ 115,00, enquanto o esmagamento nacional somou 18,1 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre, alta de 10,1% sobre 2025. A disputa por espaço nos silos cresceu com o avanço da colheita do milho safrinha e a retenção de estoques de soja.