PR: excesso de chuva reduz condição das lavouras de cevada
Área cresce 23%, mas clima ameaça produção no Paraná
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A cevada começou a ser colhida no Paraná em agosto e alcançou 4% da área estimada nesta semana. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o ritmo está próximo ao registrado no mesmo período da safra anterior, mas o excesso de umidade já piora as condições das lavouras.
A área cultivada com cevada no estado chega a 130 mil hectares, 23% acima dos 106 mil hectares semeados em 2025. Apesar da expansão, o clima frio, úmido e com predomínio de dias nublados preocupa produtores, principalmente nas áreas em fase final de maturação.
Segundo dados divulgados pelo Deral, as lavouras classificadas como em condição média passaram de 14% para 20% nos últimos sete dias. Já a parcela considerada em boas condições recuou de 86% para 80%.
O cenário também é inferior ao observado no mesmo período de 2025. Naquele momento, segundo dados divulgados pelo Deral, 90% das lavouras estavam em boas condições e 10% eram classificadas como médias.
O excesso de umidade afeta principalmente as áreas que ainda estão em estágio reprodutivo. Com a deterioração das condições de campo, os produtores passam a enfrentar maior incerteza em relação ao potencial produtivo da safra.
Diante desse quadro, segundo dados divulgados pelo Deral, é improvável que o Paraná repita o rendimento de 4.736 kg/ha alcançado na safra passada.
A expansão da área cultivada, porém, pode ajudar a compensar parte da eventual redução da produtividade. O aumento de 23% na área semeada elevou o potencial de produção do estado e ainda permite a possibilidade de superar as 500 mil toneladas obtidas no ciclo anterior.
Para que esse resultado seja alcançado, o clima será determinante durante o avanço da colheita. Segundo dados divulgados pelo Deral, o pico dos trabalhos está previsto para ocorrer entre outubro e novembro.
O principal fator de incerteza está relacionado aos efeitos do El Niño. Segundo dados divulgados pelo Deral, o aumento das chuvas já se destacou durante o inverno, período historicamente mais seco no Paraná.
Esse comportamento climático reduz a margem para expectativas favoráveis durante a primavera, justamente quando a colheita da cevada deverá ganhar ritmo.
Assim, embora o avanço da área plantada aumente o potencial de produção, as condições climáticas serão decisivas para definir o resultado final da safra. A evolução das lavouras e o comportamento das chuvas nos próximos meses devem determinar se o Paraná conseguirá superar o volume produzido no ciclo anterior.