Cascavel – A valorização das terras alcançou recorde no ano passado no Brasil. No Paraná, as terras mecanizáveis aumentaram até 100% em 2007, em relação a 2000. A alta tende a se manter expressiva em 2008 com o bom momento da agricultura. Em Cascavel, o hectare pode ultrapassar R$ 30 mil, uma vez que a cotação da soja, produto usado como moeda de negócio, custa em média R$ 45,00 a saca de 60 quilos.
De acordo com o Instituto FNP, consultoria privada especializada em agronegócio, ao longo de 2007 a valorização maior aconteceu no Estado de São Paulo. Em algumas regiões, como Bauru, Piracicaba e Ribeirão Preto, o valor por hectare duplicou em razão do cultivo de grãos, cana, café e pastagens.Em Alta Floresta (MT) a terra de soja saltou de R$ 1.360,00 para R$ 2.000,00.
A região Sul do Brasil concentra o hectare de maior valor no País. Segundo o Instituto FNP, em Jaraguá do Sul (SC), o valor do hectare valia, no ano passado, perto de R$ 30 mil em várzeas para a produção de arroz. Em Cascavel e região, há muito tempo a soja serve de parâmetro para compra e venda de imóveis rurais. De acordo com o setor imobiliário, o hectare é comercializado no município entre mil e mil e quinhentas sacas do produto.
Em janeiro do ano passado, a média do hectare da terra mecanizada foi de R$ 12.400,00, tendo como base o valor da saca de soja R$ 29,15. Neste ano, o Deral (Departamento de Economia Rural) usou como referência, para avaliar o valor da terra, a cotação de R$ 43,00 para a saca de soja. Com isso, o valor do hectare no município praticamente dobrou em relação a 2007.
“Se o preço da terra já aumentou em 2007, imagina agora, em 2008, com o valor da soja”, disse Jovir Esser, do Deral em Cascavel. De acordo com o Deral, os motivos para a valorização, além da soja, estão na fertilidade do solo paranaense, proximidade com o porto e da boa infra-estrutura de escoamento da produção.
Negócios
Apesar de o preço lá em cima, o mercado imobiliário tem boa expectativa. “Os preços das terras se tornaram irreais em razão da cotação da soja. Diante disso, os grandes negócios estão parados.
O que existe é uma procura de agricultores interessados em adquirir as terras dos vizinhos para emendar na dele ou comprar para os filhos”, explicou Victor Hugo Dóro, da Imoibiliára Dóro em Cascavel.
Victor Hugo disse que, apesar da supervalorização, há procura de agricultores de outros estados interessados em investir aqui.
Para ele, o agricultor está mais cauteloso este ano em relação aos investimentos nos imóveis rurais. “Em 2005 houve uma grande corrida por terras no Norte do País. Agora não. O produtor rural prefere esperar um pouco antes de se decidir por um investimento”.
De acordo com o Instituto FNP, consultoria privada especializada em agronegócio, ao longo de 2007 a valorização maior aconteceu no Estado de São Paulo. Em algumas regiões, como Bauru, Piracicaba e Ribeirão Preto, o valor por hectare duplicou em razão do cultivo de grãos, cana, café e pastagens.Em Alta Floresta (MT) a terra de soja saltou de R$ 1.360,00 para R$ 2.000,00.
A região Sul do Brasil concentra o hectare de maior valor no País. Segundo o Instituto FNP, em Jaraguá do Sul (SC), o valor do hectare valia, no ano passado, perto de R$ 30 mil em várzeas para a produção de arroz. Em Cascavel e região, há muito tempo a soja serve de parâmetro para compra e venda de imóveis rurais. De acordo com o setor imobiliário, o hectare é comercializado no município entre mil e mil e quinhentas sacas do produto.
Em janeiro do ano passado, a média do hectare da terra mecanizada foi de R$ 12.400,00, tendo como base o valor da saca de soja R$ 29,15. Neste ano, o Deral (Departamento de Economia Rural) usou como referência, para avaliar o valor da terra, a cotação de R$ 43,00 para a saca de soja. Com isso, o valor do hectare no município praticamente dobrou em relação a 2007.
“Se o preço da terra já aumentou em 2007, imagina agora, em 2008, com o valor da soja”, disse Jovir Esser, do Deral em Cascavel. De acordo com o Deral, os motivos para a valorização, além da soja, estão na fertilidade do solo paranaense, proximidade com o porto e da boa infra-estrutura de escoamento da produção.
Negócios
Apesar de o preço lá em cima, o mercado imobiliário tem boa expectativa. “Os preços das terras se tornaram irreais em razão da cotação da soja. Diante disso, os grandes negócios estão parados.
O que existe é uma procura de agricultores interessados em adquirir as terras dos vizinhos para emendar na dele ou comprar para os filhos”, explicou Victor Hugo Dóro, da Imoibiliára Dóro em Cascavel.
Victor Hugo disse que, apesar da supervalorização, há procura de agricultores de outros estados interessados em investir aqui.
Para ele, o agricultor está mais cauteloso este ano em relação aos investimentos nos imóveis rurais. “Em 2005 houve uma grande corrida por terras no Norte do País. Agora não. O produtor rural prefere esperar um pouco antes de se decidir por um investimento”.