PR perde posição no ranking de exportações do agronegócio

Agronegócio

PR perde posição no ranking de exportações do agronegócio

Entre janeiro e julho deste ano o Estado exportou US$ 5,12 bilhões, montante 21,5% menor que o mesmo período de 2008
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As exportações do agronegócio paranaense recuaram 21,5% entre janeiro e julho deste ano. Segundo dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura (MAPA), a movimentação passou de US$ 6,53 bilhões, no mesmo período do ano passado, para US$ 5,12 bilhões. Com o resultado, o Estado caiu duas posições no ranking de exportações do setor no Brasil e ficou na quarta posição. O total brasileiro exportado foi de US$ 37 bilhões em 2009.

No ano passado, quando foi o segundo maior exportador, perdendo apenas para São Paulo, dos US$ 42 bilhões negociados pelo País, o Estado movimentou US$ 6,5 bilhões. Dos quatro maiores exportadores, o Mato Grosso foi o único este ano que não reduziu o montante de negociações e subiu de quarto lugar em 2008, com US$ 4,6 bilhões comercializados, para segundo no ranking, com US$ 5,4 bilhões. O Rio Grande do Sul permaneceu em terceiro lugar mas sua receita de negócios caiu de US$ 6,3 bilhões, em 2008, para US$ 5,3 bilhões, em 2009. O estado de São Paulo exportou nos primeiros meses deste ano US$ 8 bilhões.

O produto que refletiu diretamente para esse resultado, tanto positivo do Mato Grosso quanto negativo do Paraná, foi a soja. ''Diante do crescimento da produção de soja no Mato Grosso esse resultado das exportações já era previsto'', observa Gilda Bozza, economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Lá, segundo ela, há quase uma década vem ocorrendo um resedenho da área produtiva agrícola, as terras são mais baratas e as propriedades maiores.

Segundo informações do Departamento de Economia (Deral), órgão ligado à Secretaria de Estado de Agricultura e de Abastecimento do Paraná (Seab), o Mato Grosso produziu na safra 2008/2009 cerca de 17,96 milhões de toneladas do grão e o Paraná, que ficou em segundo lugar, 9,4 milhões de toneladas, uma redução de 20% em relação à safra anterior.

No período analisado pelo MAPA este ano, o complexo soja (grão, farelo, óleo bruto e refinado) registrou no Paraná uma queda de 21% na receita. O volume passou de US$ 3,12 bilhões, entre janeiro e julho do ano passado, para US$ 2,47 bilhões no mesmo período de 2009. Segundo a Faep, o complexo soja representa 49% de tudo o que é exportado no agronegócio paranaense.

A exportação do grão, que é a mais representativa - cerca de 61% do complexo -, ficou praticamente estável, e caiu de US$ 1,53 bilhão, no ano passado, para US$ 1,52 bilhão este ano. O volume exportado, entretanto, aumentou de 3,5 milhões de toneladas para 3,9 milhões. Apesar disso, segundo Gilda, o valor pago foi cerca de 11% menor. O preço médio de exportação da soja em grão foi de US$ 387,32 contra US$ 431,16 por tonelada. ''Com a crise financeira mundial muitos investidores deixaram de aplicar na commodity'', avalia a economista.

As exportações dos óleos de soja também recuaram significativamente por conta da crise. ''Houve uma redução da demanda, do consumo'', diz Gilda, ressaltando que a crise tem maior efeito sobre o setor industrial. O segmento de óleo bruto registrou uma queda de 52% relativamente a igual período de 2008, caindo de uma receita US$ 458 milhões para US$ 219 milhões. Já a queda do óleo refinado foi mais acentuada, saindo de US$ 283 milhões, no ano passado, para US$ 49 milhões, entre janeiro e julho deste ano, um volume 82% menor.

Com relação ao farelo de soja, a receita foi 19% menor, em razão da queda do volume comercializado e também do menor preço de exportação. O volume no acumulado de janeiro a julho de 2009 foi de US$ 681 milhões e o volume exportado foi de 1,9 milhão de toneladas.

Erika Zanon


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