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Preço da soja reage pouco e produtor segura venda

Na Bolsa de Chicago, os contratos da oleaginosa fecharam de forma mista


Na Bolsa de Chicago, os contratos da oleaginosa fecharam de forma mista Na Bolsa de Chicago, os contratos da oleaginosa fecharam de forma mista - Foto: Pixabay

A soja teve uma sessão de ajustes limitados, com sinais mistos em Chicago e comportamento regionalizado no mercado físico brasileiro, em meio ao avanço da safra, custos logísticos elevados e gargalos de armazenagem. As informações são da TF Agroeconômica.

Na Bolsa de Chicago, os contratos da oleaginosa fecharam de forma mista nesta quarta-feira. O vencimento julho recuou 0,06%, a US$ 11,8525 por bushel, enquanto agosto caiu 0,02%, a US$ 11,8475 por bushel. Já os subprodutos avançaram, com alta de 0,61% no farelo e de 1,21% no óleo de soja. O mercado foi pressionado pelo clima seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que favorece o trabalho das máquinas, mas aumenta a atenção para riscos de estiagem no médio prazo. O USDA indicou plantio em 79% da área prevista, abaixo do esperado por analistas, mas acima da média histórica.

No Brasil, o Rio Grande do Sul manteve estabilidade na maior parte das praças, com a colheita em fase final e cerca de 98% da área semeada já colhida. No Porto de Rio Grande, a referência ficou em R$ 130,00 por saca. A comercialização segue lenta, influenciada por paridade de exportação menos atrativa e fretes elevados.

Em Santa Catarina, os negócios foram modestos, com produtores retendo grãos diante da instabilidade externa. No Porto de São Francisco, a saca ficou em R$ 131,00. No Paraná, a colheita foi encerrada com produção de 21,7 milhões de toneladas e boa qualidade dos grãos. O indicador no Porto de Paranaguá fechou em alta, enquanto praças do interior registraram recuos pontuais.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul consolidou safra recorde de 16,744 milhões de toneladas, mas convive com déficit severo de armazenagem. Mato Grosso, por sua vez, teve preços com pequenos ajustes e segue como líder nacional em déficit de capacidade estática, o que mantém a necessidade de escoamento acelerado mesmo em ambiente de cotações pressionadas.
 

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