Os altos preços internacionais do arroz, aliados aos já elevados preços domésticos e à escassez do produto para o abastecimento nacional, indicam bons preços ao produtor brasileiro para a safra 2002/03. Historicamente, a produção nacional de arroz é inferior ao consumo, sendo necessária a importação do cereal e/ou uso dos estoques governamentais, objetivando o controle da oferta e dos preços.
Entretanto, os baixos estoques de passagem brasileiros e a difícil situação por que passam a Argentina e o Uruguai, tradicionais exportadores do arroz, configuram um cenário de baixa oferta. Assim, o Brasil se vê obrigado a procurar outros fornecedores fora do Mercosul, desagradando os setores produtivos do país e do bloco, que tentam proteger o mercado de arroz sul-americano do produto subsidiado em outros países. De qualquer maneira, as indústrias brasileiras do Sul e do Nordeste esperam a chegada, em dezembro, de um carregamento de 60 mil toneladas de arroz proveniente dos Estados Unidos.