Preço do milho mantém alta no Brasil
Movimento encontra suporte na valorização do cereal
Foto: USDA
O preço do milho continua em alta no mercado brasileiro, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o movimento encontra suporte na valorização do cereal no exterior e nas preocupações envolvendo as condições climáticas para os próximos meses.
A perspectiva de preços mais elevados tem reduzido a disposição dos produtores em fechar negócios, de acordo com o Cepea, vendedores diminuíram o interesse em negociar milho no mercado spot, em contratos para entrega futura e também em operações destinadas à exportação.
O cenário externo passou a exercer pressão adicional sobre as cotações brasileiras. Nos Estados Unidos, expectativas de redução na produtividade das lavouras aumentaram a preocupação com uma possível diminuição da oferta mundial do cereal, segundo o Centro de Pesquisas. Esse ambiente provocou forte valorização das cotações internacionais.
Outros fatores também ampliam a incerteza sobre a disponibilidade global de milho. As perspectivas menos favoráveis para a produção na União Europeia e as dúvidas relacionadas ao conflito no Mar Negro dão sustentação aos preços futuros. No Brasil, a expectativa de novas valorizações também interfere diretamente no ritmo das negociações. Pesquisadores do Cepea apontam que vendedores vêm limitando os volumes colocados no mercado diante das preocupações com a oferta nas próximas semanas e da possibilidade de preços mais altos.
Do outro lado das negociações, compradores demonstram necessidade de reforçar os estoques. Segundo dados divulgados pelo Cepea, agentes compradores já indicam a necessidade de elevar os valores oferecidos para conseguir adquirir novos lotes. Assim, mesmo com a entrada do milho da segunda safra, a combinação entre menor disposição para venda, necessidade de recomposição de estoques e incertezas sobre a oferta internacional mantém as cotações sustentadas no mercado brasileiro.