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Preço do quilo da carne de búfalo anima criadores gaúchos

O valor pago pelo quilo pela carcaça fria de búfalo adquirido pela Cooperbúfalo encontra-se na faixa de R$ 5,20 a R$ 5,30


O valor pago pelo quilo pela carcaça fria de búfalo adquirido pela Cooperativa Sulriograndense de Bubalinocultores Ind. e Com. Ltda. (Cooperbúfalo) está animando os criadores. Hoje o preço se encontra na faixa de R$ 5,20 a R$ 5,30, mesmo nível em relação aos preços das praças de comercialização no Rio Grande do Sul para os bovinos. De acordo com Valmor Jensen, diretor industrial do frigorífico Ouro do Sul, esta é uma política de preços introduzida juntamente com a Cooperbúfalo e com resultados positivos.

Além dos preços favoráveis, o presidente da Cooperbúfalo, Júlio Ketzer, salienta que a medida em isentar o valor do frete para o transporte dos animais em solo gaúcho também foi fundamental para elevar os ganhos do criador. “Hoje o animal vai da fazenda até o frigorífico sem custos ao produtor. Esta é uma reivindicação antiga da cooperativa e favorece os rendimentos do bubalinocultor”, afirma Ketzer. E a tendência é de preços ainda mais altos devido à sazonalidade, quando as pastagens ficam mais escassas no inverno e o produto fica mais difícil de ser encontrado nas gôndolas.

Para Augusto de Cesaro, diretor comercial do grupo Unidasul Distribuidora Alimentícia S/A, responsável pela colocação dos cortes de búfalos ao consumidor, o preço oferecido ao produtor é justo e quem adquire o produto tem a consciência das qualidades nutricionais. Cesaro ressalta que o aumento na demanda pode provocar altas ainda maiores no quilo da carcaça para o criador. “A carne de búfalo não é exótica como muitos pensam, é semelhante à bovina com diferenças perceptíveis somente para quem tem grande conhecimento. Por isso, não há motivos para que haja resistências a este produto”, comenta Cesaro.

O criador Tális Mariante Celeste, da Cabanha Espírito Santo, localizada em Passo do Sobrado, concorda que o preço da carcaça fria de um búfalo jovem para abate junto à Cooperbúfalo é idêntico ao do bovino, independente se os animais de abate são bois ou novilhas, desde que dentro do padrão em idade e acabamento de carcaça. “O rendimento da carcaça do búfalo é ligeiramente inferior ao de bovinos, em virtude de seu couro e sua cabeça serem proporcionalmente mais pesados, porém o seu custo de produção é em torno de 20% inferior, o que compensa esta diferença”, ressalta Celeste.

Para Celeste, o custo é extremamente compensador, pois em áreas relativamente pequenas de pastagens cultivadas e um pequeno período de engorda por animal é possível obter um alto desfrute do rebanho, ao redor de 30% com sistema completo. “Nosso período máximo de engorda em pastagem cultivada de inverno é de 90 dias apenas, ou seja, é simplesmente para dar o acabamento. Engordamos entre 2,5 e 2,8 animais por ciclo da pastagem de inverno, o que é vantajoso por diluir os custos”, explica Celeste. As informações são da assessoria de imprensa da Cooperativa Sulriograndense de Bubalinocultores Ind. e Com. Ltda. (Cooperbúfalo).

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