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Preço do trigo sobe no mês, mas segue abaixo de 2025

Plantio do trigo se aproxima do fim no Brasil


Foto: Canva

Os preços do trigo permaneceram estáveis nos principais estados produtores do país durante a última semana, enquanto o plantio da nova safra se aproxima da conclusão e a colheita já começou em algumas regiões. A avaliação consta na análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 26 de junho a 2 de julho, publicada nesta quinta-feira (2).

Segundo a Ceema, as negociações seguem entre R$ 70,00 e R$ 71,00 por saca no Rio Grande do Sul e no Paraná. O cenário é marcado pela cautela dos produtores que ainda possuem estoques, aguardando melhores oportunidades de comercialização. Em contrapartida, os moinhos que precisam recompor seus volumes têm aceitado pagar preços mais elevados para garantir o abastecimento.

No Paraná, o preço médio do trigo chegou a R$ 1.371,12 por tonelada até 26 de junho, alta de 1,4% em relação a maio. Apesar do avanço mensal, o valor permanece 13% abaixo do registrado em junho de 2025, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI.

No Rio Grande do Sul, a média alcançou R$ 1.324,79 por tonelada, crescimento de 1,9% na comparação com o mês anterior, mas queda de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.508,04 por tonelada, avanço de 2,8% frente a maio e retração de 5,6% na comparação anual. Já em Santa Catarina, a cotação média atingiu R$ 1.313,46 por tonelada, com alta de 2,1% sobre o mês anterior, mas redução de 14,4% em relação a junho de 2025.

Enquanto o mercado acompanha o comportamento dos preços, o plantio da safra de trigo está na reta final. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 87,3% da área prevista para o cultivo já havia sido semeada até a última semana. No mesmo período de 2025, o índice era de 63,8%, enquanto a média dos últimos cinco anos alcançava 73%.

O avanço mais rápido ocorre em um cenário de redução da área cultivada. A expectativa é que o Brasil plante 2,12 milhões de hectares nesta safra, redução de 13,5% em relação ao ciclo anterior. Ainda assim, a produção nacional é estimada em 6,3 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, o plantio já foi concluído em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Goiás atingiu 99% da área prevista, o Paraná chegou a 93%, o Rio Grande do Sul alcançou 85% e Santa Catarina registrava 28,8% da semeadura concluída.

A colheita da nova safra também começou. Goiás lidera os trabalhos, com 27% da área já colhida, seguido por Minas Gerais, que atingiu 1%. No conjunto, essas operações representam 0,8% da produção nacional esperada para esta temporada.

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