Fibra se elevou a um patamar de R$ 1,80/libra-peso.
O mercado doméstico de algodão encerrou o mês de janeiro acumulando alta de 13,1% em relação a dezembro. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Elcio Bento, esta recuperação expressiva no primeiro mês do ano resultou do descompasso entre a oferta e demanda doméstica.
"Para retomar as operações em 2013, as indústrias precisaram ser mais agressivas no mercado e encontraram um produtor totalmente retrancado. Isso porque, com exportações recordes na temporada 2012/13 e recuo na produção da próxima safra, a expectativa é de escassez de oferta de fibra de qualidade inferior", explica Bento.
Este foi o cenário que deu suporte para que a fibra se elevasse de um patamar próximo a R$ 1,60/libra-peso (verificado em praticamente todo o segundo semestre de 2012) para R$ 1,80/libra-peso.
A recuperação externa também colaborou para a apreciação doméstica. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), o algodão acumulou ganhos mensais de 10,8%. O repasse desta valorização foi, em parte, amenizado pela desvalorização do dólar em relação ao real, que no acumulado do mês foi de 2,8%. "Para as próximas semanas, a liquidez no mercado interno deve reduzir e os preços tendem a lateralizar", completa o analista.
Os produtores brasileiros de algodão registraram 96.727 toneladas na Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) em janeiro, o que corresponde a uma elevação de 50,1% em relação aos 64.433 registrados em janeiro de 2012 e de 25% quando comparado ao montante de registros do mês anterior.
Os registros de janeiro de 2013 são os maiores desde maio de 2012 (101.551 toneladas). "Isso mostra que os produtores vêm aproveitando a firmeza das cotações para registrar negócios", avalia. Bento destaca também que do total registrado neste primeiro mês de 2013, 64% terão como destino o mercado interno, 21% exportação com opção de mercado interno e 14% exportações. Em dezembro os números foram 42%, 18% e 40%, respectivamente. "Isso mostra as exportações perdendo espaço para o mercado interno", completa.
Mato Grosso - Com o plantio do algodão 2ª safra a todo vapor em Mato Grosso, produtores pretendem terminar a semeadura dentro da janela de plantio adequada. Na última semana, a área plantada chegou a 58% do total esperado na safra 2012/13.
Segundo o levantamento da Ampa, realizado em janeiro, a área deve atingir apenas 464 mil hectares, distribuídos em 30,5% na primeira safra, 62,1% na segunda safra e 7,3% para o adensado. Houve uma redução de 7% em relação à expectativa de dezembro, levando a uma queda anual de 35,7%.
A área de algodão 2ª safra é destaque nesta temporada, pois, juntos, o plantio convencional e o adensado somarão 322,8 mil hectares, 70% do total estimado. O modelo da safra 2012/13 mostra a preferência do produtor pela expansão da soja em detrimento do algodão.
E como há boa parte da área de algodão a ser plantada, ainda existem incertezas quanto ao tamanho da área de segunda safra, podendo ocorrer mais reduções se os produtores não conseguirem plantar dentro da janela de plantio. Mas, se a área for consolidada, a produção de pluma será de apenas 632 mil toneladas em Mato Grosso, redução de 42% em relação à última temporada.
O mercado doméstico de algodão encerrou o mês de janeiro acumulando alta de 13,1% em relação a dezembro. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Elcio Bento, esta recuperação expressiva no primeiro mês do ano resultou do descompasso entre a oferta e demanda doméstica.
"Para retomar as operações em 2013, as indústrias precisaram ser mais agressivas no mercado e encontraram um produtor totalmente retrancado. Isso porque, com exportações recordes na temporada 2012/13 e recuo na produção da próxima safra, a expectativa é de escassez de oferta de fibra de qualidade inferior", explica Bento.
Este foi o cenário que deu suporte para que a fibra se elevasse de um patamar próximo a R$ 1,60/libra-peso (verificado em praticamente todo o segundo semestre de 2012) para R$ 1,80/libra-peso.
A recuperação externa também colaborou para a apreciação doméstica. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), o algodão acumulou ganhos mensais de 10,8%. O repasse desta valorização foi, em parte, amenizado pela desvalorização do dólar em relação ao real, que no acumulado do mês foi de 2,8%. "Para as próximas semanas, a liquidez no mercado interno deve reduzir e os preços tendem a lateralizar", completa o analista.
Os produtores brasileiros de algodão registraram 96.727 toneladas na Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) em janeiro, o que corresponde a uma elevação de 50,1% em relação aos 64.433 registrados em janeiro de 2012 e de 25% quando comparado ao montante de registros do mês anterior.
Os registros de janeiro de 2013 são os maiores desde maio de 2012 (101.551 toneladas). "Isso mostra que os produtores vêm aproveitando a firmeza das cotações para registrar negócios", avalia. Bento destaca também que do total registrado neste primeiro mês de 2013, 64% terão como destino o mercado interno, 21% exportação com opção de mercado interno e 14% exportações. Em dezembro os números foram 42%, 18% e 40%, respectivamente. "Isso mostra as exportações perdendo espaço para o mercado interno", completa.
Mato Grosso - Com o plantio do algodão 2ª safra a todo vapor em Mato Grosso, produtores pretendem terminar a semeadura dentro da janela de plantio adequada. Na última semana, a área plantada chegou a 58% do total esperado na safra 2012/13.
Segundo o levantamento da Ampa, realizado em janeiro, a área deve atingir apenas 464 mil hectares, distribuídos em 30,5% na primeira safra, 62,1% na segunda safra e 7,3% para o adensado. Houve uma redução de 7% em relação à expectativa de dezembro, levando a uma queda anual de 35,7%.
A área de algodão 2ª safra é destaque nesta temporada, pois, juntos, o plantio convencional e o adensado somarão 322,8 mil hectares, 70% do total estimado. O modelo da safra 2012/13 mostra a preferência do produtor pela expansão da soja em detrimento do algodão.
E como há boa parte da área de algodão a ser plantada, ainda existem incertezas quanto ao tamanho da área de segunda safra, podendo ocorrer mais reduções se os produtores não conseguirem plantar dentro da janela de plantio. Mas, se a área for consolidada, a produção de pluma será de apenas 632 mil toneladas em Mato Grosso, redução de 42% em relação à última temporada.