Preços Agropecuários caem 0,24% na segunda quadrissemana de agosto

Agronegócio

Preços Agropecuários caem 0,24% na segunda quadrissemana de agosto

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O IqPR - Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista encerrou a segunda quadrissemana de agosto com queda de 0,24%, segundo o IEA - Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. As quedas mais expressivas ocorreram nos preços da laranja para mesa (32,31%), da carne suína (18,24%), da batata (16,70%), dos ovos (15,49%), do feijão (12,50%) e da carne de frango (11,72%).

No caso da laranja de mesa, contribui para a queda das cotações o efeito da crise setorial e os impactos da entrada no mercado consumidor de parte da laranja destinada à indústria, devido aos baixos preços praticados pelas processadoras. As incertezas sobre a gripe A (H1N1) fizeram com que diminuísse o consumo de carne suína, afetando os produtores de todo o país.

"A decisão de alguns Estados de adiar a volta às aulas por causa da gripe A gerou um efeito inesperado sobre o mercado de carnes. Os preços do boi e do frango, que normalmente sobem nesta época do ano com o retorno às aulas após as férias, estão em queda", afirmam os pesquisadores do IEA.

No caso do feijão, além da pressão menor do consumo, verifica-se a entrada pontual da colheita dos primeiros plantios após a safra das secas. "A questão de consumo reflete, em grande parte, o adiamento do retorno às aulas, comprometendo as aquisições institucionais para merenda escolar." As altas mais significativas foram observadas nos preços da laranja para indústria (50%), do tomate (33,40%), da banana nanica (25,35%), do amendoim (12,94%) e dos leites tipo B (5,43%) e tipo C (5,11%).

Quanto à laranja para indústria, reflete no comportamento dos preços o fato de que a variedade Pêra do Rio, de maior qualidade e produtividade do suco, passou a predominar, quando até então prevalecia a variedade Hamlin. Os citricultores que não firmaram contratos com as empresas anteriormente, experimentam enormes dificuldades, ocasionando na entrega do produto a preços irrisórios, resultando em significativa queda de preços.

O clima frio e chuvoso da última quinzena de junho prejudicou a produção de tomate, reduzindo a oferta do produto, o que acarretou o aumento das cotações. Nos dias iniciais de agosto, o clima característico de baixa umidade relativa do ar e de temperaturas altas aparentemente estimulou os preços da banana. Por outro lado, as frutas produzidas no inverno apresentam tamanho e peso menores, configurando menor produtividade e menor oferta.


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