Preços altos limitam negócios com trigo no Sul
No Rio Grande do Sul, os moinhos permanecem abastecidos
No Rio Grande do Sul, os moinhos permanecem abastecidos - Foto: Paulo kurtz/ Embrapa
O mercado de trigo no Sul do país segue com poucos negócios, pressionado por estoques elevados nos moinhos, vendas lentas de farinha e preços altos. Segundo a TF Agroeconômica, esse cenário mantém compradores cautelosos e limita a movimentação na região.
No Rio Grande do Sul, os moinhos permanecem abastecidos, enquanto a baixa saída de farinha prolonga os estoques e reduz novas compras. O trigo argentino ficou mais caro, com indicação de US$ 286 por tonelada CIF Canoas, após o preço FOB do cereal com 11% de proteína para agosto subir de US$ 230 para US$ 240. Ao mesmo tempo, há reclamações sobre a qualidade do trigo local remanescente, com níveis elevados de DON. Em Panambi, o preço de balcão continua em R$ 70,02 por saca.
Em Santa Catarina, a oferta de trigo local praticamente terminou entre Campos Novos e Xanxerê. O último negócio com cereal catarinense ocorreu a R$ 1.350 por tonelada FOB, mais frete, enquanto o trigo gaúcho foi ofertado entre R$ 1.340 e R$ 1.400, acrescido de frete e ICMS. Houve ainda negociação de sobra de semente a R$ 1.450 CIF moinho. A fraqueza nas vendas de farinha levou moinhos a reduzir a moagem e alongar estoques. O farelo melhorou, com negócios a R$ 1,10 no produto ensacado. No balcão, os preços ficaram estáveis em Chapecó, Rio do Sul e Xanxerê, subiram em Canoinhas e Joaçaba e recuaram em São Miguel do Oeste.
No Paraná, as farinhas argentinas podem ganhar espaço, embora a alta de US$ 10 por tonelada tenha elevado os custos. O trigo disponível foi negociado a R$ 1.450 CIF moinho em Curitiba, com indicações no mesmo nível nos Campos Gerais e entre R$ 1.530 e R$ 1.550 no Norte. Para a nova safra, as referências ficaram entre R$ 1.400 e R$ 1.420, mas vendedores seguem retraídos diante do receio com o El Niño, sem negócios reportados.