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Preços do trigo reagem no Brasil

A alta foi sustentada pela baixa disponibilidade interna


Foto: Canva

O trigo teve queda em Chicago na primeira semana de junho, mas manteve trajetória de alta no mercado brasileiro. O primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (4) a US$ 5,81 por bushel, contra US$ 6,24 uma semana antes, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.

O fechamento foi o menor desde 10 de abril. A baixa internacional foi influenciada pelo clima favorável nos Estados Unidos e pelo início da entrada da nova colheita do trigo de inverno. Até 31 de maio, 5% das lavouras de inverno já estavam colhidas, acima da média de 3% para o período.

Ainda nos Estados Unidos, 26% das lavouras restantes estavam entre boas e excelentes, 30% em condição regular e 44% entre ruins e muito ruins. No trigo de primavera, 94% da área já havia sido semeada, contra 89% da média histórica.

As exportações norte-americanas de trigo para a safra nova chegaram a 839 mil toneladas na semana encerrada em 28 de maio, superando as expectativas do mercado. A Coreia do Sul foi a principal compradora.

Na Argentina, o governo reduziu em 2 pontos percentuais o imposto de exportação sobre o trigo a partir de 4 de junho. Conforme citado no relatório, “segundo o governo argentino, a redução busca aumentar a competitividade do setor, estimular investimentos e incentivar o plantio da safra 2026/27”.

No Brasil, os preços seguiram em elevação. De acordo com levantamento da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA, as principais praças gaúchas chegaram a R$ 68,00 por saca, enquanto as paranaenses consolidaram R$ 70,00 por saca.

A alta foi sustentada pela baixa disponibilidade interna e pelo recuo dos produtores nas vendas. Segundo o Cepea, citado pela CEEMA, o preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.352,59 por tonelada em maio, alta de 2,6% frente a abril. No Rio Grande do Sul, a média chegou a R$ 1.299,65 por tonelada, avanço mensal de 7,6% e maior patamar desde agosto de 2025.

A expectativa de redução na área semeada no Brasil, em meio às incertezas climáticas e aos custos elevados de produção, deve seguir como fator de sustentação para os preços internos nas próximas semanas.

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