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Preços do trigo seguem firmes no Brasil

Redução da área semeada nesta nova safra também reforça o movimento de alta


Foto: Divulgação

O trigo voltou a recuar na Bolsa de Chicago, mas os preços seguem sustentados no Brasil. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA, o mercado foi influenciado entre 19 e 25 de junho de 2026 pela pressão da colheita no Hemisfério Norte, pela desvalorização do real, pela falta de produto de maior qualidade e pela redução da área semeada no país.

Em Chicago, o primeiro contrato do trigo voltou a operar abaixo de US$ 6,00 por bushel durante a semana e chegou a US$ 5,85. Depois, houve leve recuperação, com fechamento a US$ 5,91 por bushel na quinta-feira, 25 de junho. Uma semana antes, a cotação estava em US$ 6,05 por bushel, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.

A queda externa ocorreu em meio ao anúncio de trégua na guerra entre Estados Unidos e Irã, ainda que o mercado tenha acompanhado momentos de continuidade no fechamento do Estreito de Ormuz. Além disso, a pressão da colheita no Hemisfério Norte contribuiu para os recuos de curto prazo, mesmo com menor produção nos Estados Unidos, de acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.

Os embarques semanais de trigo dos Estados Unidos somaram 393.150 toneladas, dentro das projeções do mercado. Com esse resultado, o total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, supera em 15% o volume registrado no mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.

No Brasil, o cenário é diferente. A falta de trigo de qualidade superior e o encarecimento das importações, provocado pela desvalorização do real, mantêm os preços em alta. Durante a semana, o dólar chegou a R$ 5,18. No Rio Grande do Sul e no Paraná, o saco de trigo variou entre R$ 70,00 e R$ 71,00 nas principais praças dos dois maiores estados produtores do cereal, de acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.

A redução da área semeada nesta nova safra também reforça o movimento de alta. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA, a queda deve superar 20% no país, adicionando mais um fator de sustentação aos preços.

Ao mesmo tempo, o plantio da safra de trigo 2026 segue avançando no Brasil. No início da semana, a semeadura chegava a 75% do total previsto. O percentual supera a média histórica para o período, que é de 64%, segundo dados da Conab citados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.

Até 19 de junho, o plantio já havia sido concluído em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Goiás, os trabalhos chegavam a 99%; no Paraná, a 84%; no Rio Grande do Sul, a 63%; e em Santa Catarina, a 23,9%, de acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA. A colheita da safra também já começou. Em Goiás, os produtores haviam colhido 25% do total cultivado no estado. Apesar do avanço local, esse volume corresponde a apenas 0,7% do total brasileiro, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.
 

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