Preços globais de alimentos sobem em abril
O Índice de Preços de Cereais alcançou 111,3 pontos
O Índice de Preços de Cereais alcançou 111,3 pontos - Foto: Pixabay
Os preços internacionais de alimentos voltaram a subir em abril, mantendo a trajetória de alta pelo terceiro mês consecutivo. O movimento foi observado em diferentes grupos de commodities e refletiu pressões ligadas à oferta, ao clima, aos custos de produção e à demanda por alguns produtos, especialmente grãos e óleos vegetais.
Segundo o relatório mensal da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Índice de Preços dos Alimentos registrou média de 130,7 pontos em abril, alta de 2,1 pontos, ou 1,6%, em relação a março. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o indicador ficou 2% acima, embora ainda permaneça 18,4% abaixo do pico atingido em março de 2022.
O Índice de Preços de Cereais alcançou 111,3 pontos, avanço de 0,8% no mês e de 0,4% em relação a abril do ano anterior. A elevação refletiu o aumento dos preços dos principais cereais, com exceção do sorgo e da cevada. O trigo subiu 0,8%, pressionado pela seca em áreas dos Estados Unidos e pela maior probabilidade de chuvas abaixo da média na Austrália. Também pesaram as expectativas de redução do plantio em 2026, diante dos altos custos dos fertilizantes.
No milho, os preços internacionais avançaram 0,7%, influenciados por oferta sazonalmente mais restrita, preocupações climáticas no Brasil e seca em regiões produtoras dos Estados Unidos. A demanda firme por etanol, em meio aos preços elevados do petróleo bruto, também contribuiu para a alta. Já o arroz teve aumento de 1,9%, puxado pelo arroz Indica e pelo aromático, enquanto o sorgo caiu 4%, diante da menor demanda de importação e da melhora das perspectivas de oferta.
Entre os óleos vegetais, o índice chegou a 193,9 pontos, alta de 6% no mês e maior nível desde julho de 2022. O avanço foi sustentado pelos óleos de palma, soja, girassol e canola, com destaque para a demanda por biocombustíveis nos Estados Unidos e na União Europeia e para a oferta limitada na região do Mar Negro.
O relatório também mostrou alta no índice de carnes, que atingiu recorde, com média de 129,4 pontos. Em sentido oposto, os lácteos recuaram 1,1% em abril, enquanto o açúcar caiu 4,7% no mês e 21% na comparação anual.