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Preparo do solo vira peça-chave

A correção química também é considerada decisiva


A correção química também é considerada decisiva A correção química também é considerada decisiva - Foto: Canva

O preparo do solo tem ganhado papel estratégico na produtividade das florestas plantadas no Brasil. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Florestais, o país somou 9,9 milhões de hectares de florestas plantadas em 2024, enquanto o Relatório Anual 2025 da Indústria Brasileira de Árvores estimou a produtividade média do eucalipto em 34,4 m³ por hectare ao ano.

Em cultivos como eucalipto e pinus, que permanecem por anos na mesma área, falhas na implantação podem comprometer todo o ciclo produtivo. Entre os principais desafios está a compactação do solo, comum em áreas antes ocupadas por pastagens degradadas, agricultura intensiva ou tráfego frequente de máquinas. Esse problema reduz a infiltração de água, limita o crescimento das raízes e aumenta a vulnerabilidade das plantas em períodos de estiagem.

De acordo com Douglas Fahl Vitor, engenheiro agrônomo e Head de Inovação na Piccin Equipamentos, o preparo correto define a base que sustentará a floresta ao longo dos anos. Entre as práticas mais utilizadas está a subsolagem, que rompe camadas compactadas em profundidade e favorece o desenvolvimento radicular. Em áreas florestais, a operação pode ultrapassar 50 centímetros, conforme o tipo de solo, relevo e disponibilidade hídrica.

A correção química também é considerada decisiva, especialmente em áreas degradadas, com acidez elevada, baixa fertilidade e pouca matéria orgânica. A aplicação localizada de corretivos e fertilizantes no sulco de plantio permite posicionar os nutrientes na faixa em que a muda inicia seu desenvolvimento, favorecendo o arranque inicial e reduzindo a ocorrência de plantas dominadas.

Além da produtividade, o preparo do solo também está ligado à conservação. A tendência no setor é concentrar a intervenção na linha de plantio, preservando a entrelinha, a cobertura vegetal e os resíduos da operação anterior. Essa estratégia reduz a exposição do solo, diminui o risco de erosão e ajuda a manter um ambiente mais estável para as raízes.


 

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