Presidente da CTNBio defende segurança regulatória e avanço das tecnologias no campo
Sistema regulatório brasileiro é referência internacional
Foto: Divulgação
Durante painel sobre segurança alimentar, presidente da CTNBio defendeu segurança regulatória e avanço das tecnologias no campo.
A biotecnologia no agronegócio foi apontada como uma das principais ferramentas para ampliar a produtividade agrícola, fortalecer a segurança alimentar e garantir competitividade ao Brasil no mercado internacional durante o Congresso da Abramilho.
O tema foi debatido no painel “Inovação que alimenta o mundo: o futuro da Segurança Alimentar”, que reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e autoridades ligadas à biossegurança e inovação agrícola.
Entre os participantes esteve o presidente da CTNBio, Daniel Furlan Amaral, que destacou o papel do sistema regulatório brasileiro na atração de investimentos e no desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à agricultura tropical.
Sistema regulatório brasileiro é referência internacional
Segundo Daniel Furlan Amaral, o Brasil se consolidou como uma das principais referências globais em biossegurança aplicada à biotecnologia agrícola.
“O Brasil hoje é o segundo maior importador de tecnologias para a agricultura. Isso acontece graças à credibilidade do nosso sistema regulatório de biossegurança, reconhecido internacionalmente”, afirmou.
O presidente da CTNBio ressaltou que a instância regulatória brasileira está entre as mais avançadas do mundo quando o assunto é engenharia genética e novas tecnologias aplicadas ao agro.
“A CTNBio está na vanguarda das novas tecnologias de engenharia genética e edição gênica. Esse modelo democratiza o acesso à biotecnologia e permite que pequenos e grandes produtores utilizem essas ferramentas no campo”, explicou.
Daniel Furlan Amaral também afirmou que o sistema regulatório brasileiro conseguiu equilibrar rigor técnico-científico e previsibilidade para investidores e empresas do setor.
“A grande força do sistema brasileiro está no equilíbrio entre rigor técnico-científico e previsibilidade. O setor produtivo precisa de critérios claros e prazos bem definidos para investir em inovação”, declarou.
Segundo ele, a agricultura tropical exige desenvolvimento local de tecnologias e segurança regulatória para estimular novos investimentos.
“A biotecnologia voltada à agricultura tropical exige customização e desenvolvimento local. Um ambiente regulatório robusto cria segurança para investimentos em pesquisa e novas tecnologias”, disse.
Tecnologia deve ampliar produtividade sem expansão de área
Durante o painel, representantes do setor produtivo defenderam que a inovação tecnológica será fundamental para ampliar a produção agrícola brasileira sem necessidade de abertura de novas áreas.
Segundo os debatedores, a expectativa é de que o Brasil consiga elevar a produção nos próximos anos com ganhos de produtividade proporcionados pela biotecnologia.
“A tecnologia permitirá que o Brasil produza mais nos próximos dez anos sem aumentar a área plantada, apenas elevando a produtividade”, afirmou um dos participantes.
O avanço tecnológico no cultivo de milho também foi citado como exemplo da transformação no campo.
“Hoje já vemos produtores alcançando 10 toneladas de milho por hectare. O quanto o Brasil avançou em produtividade é impressionante”, destacou.
Produtores defendem mais agilidade na aprovação de tecnologias
Outro tema debatido no Congresso da Abramilho foi a necessidade de acelerar os processos de aprovação de novas tecnologias diante do avanço de pragas e doenças nas lavouras.
Segundo representantes do setor produtivo, a biotecnologia também funciona como ferramenta de proteção e segurança para o produtor rural.
“As pragas evoluem rapidamente, e a tecnologia é fundamental para garantir competitividade e sustentabilidade”, afirmaram os debatedores.
A comparação entre Brasil e Argentina também foi mencionada durante o painel. Segundo os participantes, o Brasil avançou mais rapidamente por investir em inovação e biotecnologia no campo.