Os critérios variam - Foto: Divulgação
O controle do uso de antimicrobianos na produção animal ganhou maior peso nas exigências sanitárias ligadas ao comércio internacional. Auditoria da União Europeia realizada em agosto nos setores de carne de aves e mel apontou a necessidade de maior clareza sobre a fiscalização das prescrições veterinárias nas granjas, sem questionar o uso de substâncias proibidas.
O tema foi debatido no FACTA Conecta, que destacou diferenças entre países na classificação de produtos e nos limites de resíduos. Enquanto Brasil, Europa e Japão tratam ionóforos como aditivos anticoccidianos, Estados Unidos, Canadá e China os classificam como antibióticos. Também variam os critérios aplicados quando não há limite específico de resíduos.
Segundo a discussão, essas divergências podem exigir ajustes nos períodos de retirada adotados pelas agroindústrias, conforme as regras do mercado de destino. Outro ponto é a necessidade de transformar registros sanitários já usados pela avicultura em indicadores consolidados e automatizados. A expectativa do governo brasileiro é que, após os esclarecimentos prestados, o país volte à pré-lista de exportação para a União Europeia em 3 de setembro.
"O debate do FACTA Conecta mostrou, assim, que a discussão sobre antimicrobianos ultrapassa a definição de quais produtos podem ou não ser utilizados. Para uma cadeia voltada ao mercado internacional, o desafio envolve também prescrição, registro, monitoramento, períodos de carência, limites de resíduos e capacidade de demonstrar, aos diferentes países compradores, que os requisitos foram cumpridos", concluiu o presidente da Fundação, Ariel Mendes.