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Pressão sazonal marca mercado de milho na B3

Diante desse cenário, os contratos futuros de milho na B3 fecharam de forma mista


Diante desse cenário, os contratos futuros de milho na B3 fecharam de forma mista Diante desse cenário, os contratos futuros de milho na B3 fecharam de forma mista - Foto: USDA

O mercado de milho apresentou comportamento misto nas bolsas nesta segunda-feira, refletindo o avanço dos trabalhos de campo no Brasil e fatores políticos e de demanda no cenário internacional. De acordo com análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 oscilaram entre os vencimentos, pressionados pelo avanço da colheita da primeira safra e pelo início do plantio da segunda safra, movimento que reforça a pressão sazonal sobre os preços.

No mercado interno, os valores seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. O recuo é atribuído à maior oferta típica do início do ano, favorecida pelas boas condições climáticas e pelo progresso da colheita da safra de verão. Além disso, a demanda interna mais fraca contribui para o movimento, já que compradores priorizam o uso de estoques adquiridos anteriormente. Parte dos agentes acredita que, com o avanço da colheita de soja, vendedores tendam a liberar espaço nos armazéns e buscar liquidez, o que adiciona pressão às cotações.

Diante desse cenário, os contratos futuros de milho na B3 fecharam de forma mista. O vencimento março de 2026 encerrou o dia a R$ 68,99, com leve alta diária, mas acumulando baixa na semana. O contrato de maio de 2026 foi cotado a R$ 68,31, com recuo tanto no dia quanto no acumulado semanal. Já o julho de 2026 fechou a R$ 67,38, também com perdas diárias e semanais.

Na Bolsa de Chicago, os preços do milho fecharam em baixa, influenciados pela frustração do setor com o veto político ao uso anual do E15 nos Estados Unidos. A decisão de criar apenas um conselho de estudos, sem solução legislativa imediata, gerou incerteza sobre a capacidade de absorção da safra recorde norte-americana pela indústria de etanol. No Brasil, o avanço do plantio da safrinha, que alcançou 4,7% da área e supera o ritmo do ano anterior, reforça a perspectiva de maior oferta global. 
 

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