Processamento de cana da Cosan será recorde

Agronegócio

Processamento de cana da Cosan será recorde

Com a incorporação da Nova América, concluída em junho, o grupo passa a contar com 23 unidades produtoras em operação neste safra, com uma capacidade total de moagem de 60 milhões de toneladas
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O grupo Cosan, maior companhia global de açúcar e álcool, deverá bater novo recorde de processamento de cana nesta safra 2009/10, com a moagem de 56 milhões de toneladas, volume 27% maior que o ciclo anterior. Com a incorporação da Nova América, concluída em junho, o grupo passa a contar com 23 unidades produtoras em operação neste safra, com uma capacidade total de moagem de 60 milhões de toneladas de cana.

A companhia deverá produzir 4,2 milhões de toneldas de açúcar, aumento de 29% sobre o ciclo anterior, e 2,1 bilhões de litros de álcool, aumento de 24%, informou Pedro Mizutani, vice-presidente geral do grupo. A companhia também deverá dar prosseguimento aos pesados investimentos em cogeração de energia. A expectativa é de que os aportes fiquem em R$ 1,4 bilhão neste atual safra.

Do total de açúcar que será produzido, cerca de 80% serão voltados para o mercado externo. A companhia já fixou antecipadamente cerca de 50% dos preços do produto destinado ao mercado externo. Para o álcool, cerca de 20% do total produzido será exportado.

Na sexta-feira, o grupo informou que alcançou o melhor resultado operacional de sua história no primeiro trimestre da safra 2009/10. A receita líquida do grupo subiu 457%, para R$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. A Cosan Combustíveis e Lubrificantes respondeu por 68,5% do faturamento (R$ 2,4 bilhões). A empresa encerrou com lucro líquido recorde, de R$ 337,3 milhões, ante um prejuízo líquido de R$ 58,1 milhões no mesmo período do ano passado.

A variação cambial sobre o endividamento da companhia teve um impacto relevante na obtenção do lucro. Além disso, o bom desempenho na divisão de distribuição de combustíveis no período e a forte valorização do açúcar no mercado internacional ajudaram a sustentar os bons resultados da companhia no período.

Marcelo Martins, vice-presidente de relações com os investidores do grupo, observou que a divisão de distribuição de combustíveis gerou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de R$ 92,4 milhões, com margem de 3,8%.

A comercialização de álcool representou 13,45% da receita total da companhia, e a de açúcar outros 18,26%. A receita com as vendas de açúcar no período cresceu 84,7%, para R$ 352,4 mihões neste primeiro trimestre. Os volumes negociados no período foram de 988,5 mil toneladas, aumento de 24,8%. Com a aquisição da Nova América, o grupo Cosan passou a ter um mix de produção mais açucareiro.

Considerado o maior consolidador do setor, o grupo continua atento às oportunidades do mercado. Mas ainda considera que os ativos disponíveis estão caros.

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