Procura por seguro agrícola no MT ainda é pequena
Entre os entraves para a expansão do mercado estão a alta exposição catastrófica, custo de fiscalização, fraudes e falta de profissionais
Em Mato Grosso a procura pelo seguro agrícola ainda é mínima em função da natureza dos riscos cobertos pelo seguro, que contemplam basicamente eventos como granizo, tromba d´água, geada, chuvas em excesso, estiagem, vendaval, incêndio e não-germinação.
O consultor Vitor Ozaki, que esteve em Cuiabá na última terça-feira, para falar sobre seguro rural aos diretores da Associação de Produtores de Soja do Estado (Aprosoja), aponta que entre os entraves para a expansão do mercado de seguro agrícola no Brasil estão a alta exposição catastrófica, o alto custo de fiscalização e “peritagem”, problemas de fraudes e falta de profissionais especializados para atuar na área.
“O seguro agrícola pode garantir a estabilidade dos produtores, facilidades de acesso ao crédito e aumento da competitividade”, destacou Ozaki. “Mesmo assim, ainda notamos desinteresse por este mecanismo de proteção da lavoura”, assinalou.
Para o corretor de seguros Arnaldo Coelho do Amaral Filho, o que mais chama a atenção é que, mesmo sendo uma área produtiva de alto risco, o agronegócio brasileiro tem baixa cobertura do setor de seguros. “O agronegócio é uma atividade arriscada, porém não conta com uma forma eficaz de proteção financeira contra as quebras de safra”, diz. “Agricultor brasileiro tem de diminuir impactos sobre os resultados ao final da safra”, completa.