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Produção de óleo de algodão chega a 120 mil toneladas no MT

A Bunge investiu cerca de US$ 7 milhões para iniciar a industrialização do óleo de caroço de algodão em Rondonópolis


De olho na diversificação da produção de óleos vegetais, a Bunge Alimentos investiu cerca de US$ 7 milhões para iniciar a industrialização do óleo de caroço de algodão na unidade de Rondonópolis (MT). O município concentra toda a linha de fabricação do produto, que gira em torno de 120 mil toneladas por ano. Até janeiro deste ano, o beneficiamento era feito tanto em Rondonópolis quanto na cidade de Bauru, no interior de São Paulo. Depois disso a Bunge centralizou a produção em Mato Grosso, conforme o responsável pelo relacionamento institucional da empresa, Herculano Domício Martins.

O produto começou a ser industrializado em Rondonópolis há pouco mais de um ano. Martins frisa que o mercado para o novo produto está em franca expansão. Por inspirar ser mais saudável o óleo conquista uma parcela segmentada de consumidores, que estão preocupados com a qualidade dos alimentos.

O produto disputa uma fatia do mercado com outros óleos vegetais como o de canola e de girassol, por exemplo. Ainda assim, a produção do óleo de caroço de algodão é pequena dentro da linha de produtos da empresa, que hoje é a líder na produção de óleos vegetais no Brasil.

Além do óleo vegetal, o beneficiamento do caroço de algodão gera como subproduto o linter, uma espécie de fibra usada na fabricação de ração animal. De acordo com Herculano Martins, a demanda do farelo aumenta sazonalmente, conforme a entressafra da pecuária.

De junho a novembro, intervalo que compreende o período da seca, a tendência é aumentar o consumo do produto empregado na nutrição animal. A época de aumento na demanda coincide com o período em que começa a colheita do algodão. Na região Sul de Mato Grosso, o pico da colheita acontece a partir da segunda quinzena de julho.

Atualmente, toda a produção de óleo de caroço de algodão abastece o mercado interno, sendo que os principais mercados consumidores são Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Já o linter, além de ser comercializado no mercado nacional, é um produto destinado à exportação.

Segundo Martins, Os produtores rurais de Rondonópolis fornecem a matéria-prima que abastece o parque fabril. Contudo o produto não é adquirido totalmente dos agricultores do município. “Também compramos matéria-prima nos municípios de Campo Verde e Primavera do Leste”, enumera.

De olho nos resultados do segmento, a Bunge planeja novos investimentos para o segmento de produção de óleo de caroço de algodão. Martins não revela o montante e justifica que a aplicação de recursos está em fase de estudo. Segundo ele, as cifras não serão empregadas para ampliar a produção. “A unidade de Rondonópolis é relativamente nova, foi inaugurada há pouco mais de um ano. Por isso atualmente não existe necessidade de aumentar a produção”.

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