Produtividade da soja aumenta sobre palhada de forrageiras

Agronegócio

Produtividade da soja aumenta sobre palhada de forrageiras

Unipasto comemora bons resultados do BRS Piatã na produtividade de soja
Por: -Janice
449 acessos

A Embrapa Gado de Corte acaba de anunciar os resultados de pesquisa que mediu a produtividade da soja (cv. BRS 240) obtida da semeadura sobre a palhada de capins consorciados com milho safrinha em sistema de Plantio Direto. E os resultados validam em grande parte o que já está sendo feito por alguns produtores na época do verão, em prática cujos benefícios vêm sendo divulgados através da equipe técnica dos associados da Unipasto (Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais).

Para o diretor executivo da Unipasto, Marcos Roveri, o estudo comprova que a qualidade das cultivares de forrageiras é fator estratégico não só para pastagens, mas também para sistemas integrados e rotacionados - como, no caso, a soja. "Quando somados aos outros fatores que podem influenciar na produtividade, alguns detalhes como a escolha da cultivar mais adequada para determinada região podem fazer a diferença entre lucro e prejuízo para o produtor", defende.

De acordo com a pesquisa, no tratamento sem supressão, observou-se que a soja obteve maior índice de produtividade sobre a palhada do Mombaça, enquanto que, no tratamento com a supressão parcial, as maiores produtividades de soja foram obtidas sobre as palhadas de Mombaça e de Piatã. Quanto ao tratamento com supressão total, as maiores produtividades de soja foram encontradas sobre as palhadas de capins Mombaça, Piatã e Massai.

Prática sustentável e o futuro das forrageiras

Rovari lembra que o sistema de plantio direto na palha é cada vez mais visto como o futuro da produção agrícola nacional, por se tratar de uma prática conservacionista e não agressiva ao meio ambiente. "E as forrageiras terão papel cada vez mais importante daqui para frente, por se tratar de um dos componentes básicos desse sistema", analisa o diretor executivo da Unipasto.

As cultivares de capins analisadas foram: Massai, Tanzânia-1, Mombaça, Xaraés e a BRS Piatã. Foram utilizados três métodos de controle: sem supressão, com supressão parcial (0,15 l/ha de nicosulfuron + 1,0 l/ha de atrazine) e com supressão total ( 0,8 l/ha de nicosulfuron + 2,0 l/ ha de atrazine).

Em 2008, anteriormente a essa pesquisa, agora anunciada, os capins BRS Piatã e Massai já haviam demonstrado competir menos com o milho, proporcionando maiores produtividades de grãos, incluindo a soja. No entanto, os pesquisadores Armindo Kichel e Roberto Giolo, da mesma Embrapa Gado de Corte, consideram necessários mais estudos para que tais características fiquem cada vez mais evidenciadas. As informações são da assessoria de imprensa da Unipasto (Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais).


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink