Produtividade impulsiona recorde na segunda safra
Outro fator apontado é a maior profissionalização da atividade
Outro fator apontado é a maior profissionalização da atividade - Foto: USDA
A segunda safra de milho em Mato Grosso encerrou o ciclo 2025/26 com avanço expressivo da produção, sustentado principalmente pelo ganho de produtividade e não pela ampliação da área cultivada. Segundo Moysés Chahade Neto, engenheiro agrônomo, com base em dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado colheu 58,04 milhões de toneladas, o maior volume da série das últimas cinco safras.
No período, a área plantada passou de 7,15 milhões de hectares em 2021/22 para 7,43 milhões de hectares em 2025/26, expansão de 3,9%. Já a produção saiu de 43,84 milhões para 58,04 milhões de toneladas, crescimento de 32,4%. A produtividade média avançou de 102,23 para 130,11 sacas por hectare, alta de 27,3%. Na safra anterior, os indicadores haviam alcançado 55,43 milhões de toneladas e 127,27 sacas por hectare.
Na avaliação de Chahade Neto, cerca de 85% do crescimento da produção foi explicado pelo aumento da produtividade. O desempenho está associado à adoção de tecnologias no campo, com avanços em genética, manejo nutricional, controle de pragas e doenças e uso de plataformas digitais. Também contribuíram a maior eficiência do sistema soja-milho e condições climáticas favoráveis em boa parte das safras analisadas.
Outro fator apontado é a maior profissionalização da atividade, com mecanização, agricultura de precisão, monitoramento das lavouras, aplicação mais eficiente de insumos e melhorias na gestão. O avanço da demanda também reforçou a importância do cereal, utilizado na alimentação animal, na produção de etanol e nas exportações. A colheita da safra 2025/26 foi concluída em 21 de agosto de 2026.