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Produtores de café correm contra atrasos após junho chuvoso

Tempo mais seco trouxe melhores condições para os trabalhos


Foto: Divulgação

A trégua nas chuvas permitiu que a colheita de café avançasse no Brasil no início de julho, mas o ritmo ainda está abaixo do normal para o período. Segundo o Cepea, o atraso é reflexo das chuvas atípicas registradas em junho em algumas regiões produtoras, que limitaram as operações no campo e mantêm o setor atento à qualidade dos grãos e ao clima nos próximos meses.

Depois de um mês marcado por dificuldades climáticas, o tempo mais seco trouxe melhores condições para os trabalhos nas lavouras cafeeiras. Mesmo assim, o avanço ainda não foi suficiente para aproximar a colheita do patamar observado em anos anteriores, de acordo com o Cepea.

O atraso acumulado em junho segue aparecendo nos números de campo. Segundo agentes consultados pelo Cepea, em diversas praças produtoras o volume colhido ainda não chegou a 50% do total esperado. No mesmo período do ano passado, muitas dessas regiões já haviam superado essa marca.

A lentidão dos trabalhos também mantém o mercado atento à qualidade do café que vem sendo retirado das lavouras. Segundo pesquisadores do Cepea, embora a colheita tenha ganhado força nos últimos dias, as incertezas não foram eliminadas.

A preocupação vai além da safra em andamento. De acordo com o Cepea, os possíveis efeitos do El Niño nos próximos meses seguem no radar do setor, já que o fenômeno pode provocar dias mais quentes nas áreas cafeeiras. Esse cenário elevaria o risco de problemas na florada e, posteriormente, no enchimento dos grãos da safra 2027/28.

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