Produtores de Sinop (MT) querem multa para BB
Sindicato entrou com uma nova ação contra o Banco, só que desta vez, pedindo uma multa diária de R$ 1 milhão
O presidente do Sindicato Rural de Sinop (MT), Antônio Galvan, disse nessa quinta-feira (15-12) que o Banco do Brasil ainda não acatou a liminar concedida há um mês pela juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva, da comarca de Sinop, aos 100 filiados ao Sindicato que pediam a retirada dos nomes da lista negra de devedores, como Serasa e Cadin.
Galvan aponta, ainda, que no final de novembro o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) indeferiu o recurso de agravo de instrumento impetrado pelo departamento jurídico do Banco Brasil que pedia a anulação da sentença de Sinop, “ou seja, validou a decisão inicial. Na terça-feira da semana passada, impetramos uma nova ação contra o Banco, só que desta vez, pedindo uma multa diária de R$ 1 milhão, enquanto o Banco insistir em não atender a citação. Só que a juíza está em férias e o juiz substituto, Paulo Martins, ainda não se pronunciou. Será que liminar só vale para pobre?”, indaga Galvan.
O superintende regional do Banco, Renato Araújo, informou no início da noite dessa quinta-feira, que o Banco está cumprindo a liminar, até que haja o julgamento do mérito. “Fomos intimados a não incluir mais os nomes dos produtores em lista de inadimplentes, como Serasa, e estamos cumprindo. Não fomos intimados para retirar nomes”. Ele conta que o Banco entrou com novo recurso.
O superintendente prefere não citar o volume devidos pelos filiados do Sindicato à instituição financeira. Já, segundo Galvan, a dívida chega a R$ 10 milhões, entre custeio da safra passada e financiamentos em geral. “A agência de Sinop era a que tinha o maior número de adimplência do Estado, agora, com mais de 70% do volume financiado a receber, é a 6ª mais inadimplente do País”, afirma Galvan.