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Programa Tabaco Limpo reforça cuidados para evitar materiais estranhos

Campanha orienta produtores sobre práticas que ajudam a preservar a qualidade


Foto: Banco de Imagens

A presença de materiais estranhos junto ao tabaco curado prejudica a qualidade e a integridade do produto, podendo desvalorizá-lo e ter consequências diretas sobre o preço recebido pelos produtores. Por isso, as entidades representativas do setor estão dando início a mais uma campanha do Programa Tabaco Limpo.

A ação busca conscientizar os produtores sobre a necessidade de adotar medidas para evitar que materiais estranhos sejam misturados ao tabaco durante o enfardamento. Entre eles estão fios de sacaria de ráfia e plástico, capins e outras partes de vegetais, penas, insetos, pelos de animais, papéis, isopor e barbantes. A presença desses elementos é rejeitada pelos clientes internacionais, que utilizam a expressão Non-Tobacco Related Material (NTRM) como referência aos materiais não relacionados ao tabaco.

O coordenador do Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro) e assessor da Diretoria do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Carlos Sehn, relata que a contaminação pode ocorrer por desconhecimento ou descuido. “Isso pode ter origem no manejo da lavoura, na colheita, no armazenamento, na classificação ou no enfardamento”, explica.

Para eliminar a presença de materiais estranhos, são necessários cuidados em todas as etapas da produção, desde a lavoura, na colheita e, principalmente, no momento da separação e do enfardamento. “Material estranho não combina com tabaco de qualidade”, adverte Sehn. É importante fazer o controle das plantas daninhas na lavoura, evitar a mistura com outros materiais em especial no local de armazenamento. “E o trabalho de separação e enfardamento precisa de local limpo e bem iluminado”, acrescenta.

Portanto, é preciso:

- Fazer o controle das plantas daninhas na lavoura.

- Não usar sacos de ráfia na colheita, utilizando apenas cintas de algodão.

- Não depositar o tabaco colhido diretamente no chão.

- Limpar bem o paiol antes de armazenar o tabaco curado.

- Não se alimentar dentro do paiol.

- Cobrir o tabaco curado com panos de algodão.

- Utilizar uma mesa vazada com boa iluminação durante a classificação do tabaco.

- Não permitir a presença de animais no paiol.

- Retirar todo e qualquer material estranho durante o enfardamento.

O Programa Tabaco Limpo é uma iniciativa do SindiTabaco e conta com a participação de entidades representativas dos produtores rurais. São apoiadores: Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc/Senar), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).

 

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