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Proposta busca garantir oferta de etanol fora do período da colheita

Sociedade pode participar da consulta pública até 12 de setembro


Sociedade pode participar da consulta pública até 12 de setembro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) submete à consulta pública uma resolução que estabelece a regulamentação e a obrigatoriedade de autorização da agência para usinas de produção de etanol. A norma deverá ser um dos parâmetros para o crescimento do setor. As obrigações do produtor do combustível que serão estabelecidas pelo novo regulamento estão centradas na garantia do abastecimento do mercado. Os agentes deverão informar anualmente à ANP as capacidades relacionadas à produção de etanol, o período de safra e o planejamento de produção, bem como os dados de geração de energia elétrica.


Foi definida uma capacidade de abastecimento, expressa pela razão entre a produção total de etanol durante a safra e o número de dias do ano comercial (360 dias), e estabelecidos compromissos para o produtor em função dessa capacidade.

Com o objetivo de permitir a formação de estoque pelo produtor, foi determinada uma tancagem mínima de etanol de 120 dias de autonomia de sua produção. A resolução proposta busca a contínua manutenção dessa capacidade.

Essa norma visa a manutenção da oferta, mesmo fora dos períodos de safra. A oscilação no preço e na oferta ainda são um problema para o uso do biocombustível, apesar dos avanços tecnológicos. Laboratórios de pesquisa privados, como o Centro de Tecnologia Canavieira, ou públicos, como a Embrapa Agroenergia, aperfeiçoaram as variedades de cana-de-açúcar e a produtividade por hectare passou de 65 toneladas em 1975 para 80 toneladas nos dias de hoje; além disso, o período de colheita da cana aumentou de seis meses em 1975 para nove meses atualmente, pois agora vai de abril a novembro no Sudeste.

Pequeno produtor - Também foi criada a figura das usinas produtoras de etanol de pequena escala para instalações com capacidade limitada a 200 metros cúbicos do produto por dia. Esses agentes, embora desobrigados de solicitar autorização para construção ou operação, estarão sujeitos a todas as determinações da resolução.


A agência decidiu criar a figura das pequenas usinas porque a limitação de capacidade de produção está associada a menor risco a saúde, segurança e meio ambiente, já que estas instalações apresentam um volume menor de etanol armazenado e também circulante dentro do processo, logo, serão objeto de fiscalização diferenciada. Outro ponto considerado é que cerca de 80% do mercado de etanol é abastecido pelas plantas com capacidade de produção superior a tal valor.

O novo regulamento prevê ainda regras para o comércio de etanol entre produtores, e de produtores com fornecedores de etanol cadastrados, distribuidores autorizados e com o mercado externo.

A autorização para produção de etanol será concedida em duas etapas: a primeira para construção das instalações e a segunda, para operação.

A expansão da produção de cana e de etanol está fundamentada também no plano previsto no Zoneamento Agroecológico e no pacto pelo trabalho digno no setor assinado pelo governo, empresários e trabalhadores.
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