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Pulgão-do-algodoeiro pode causar perdas de até 40% no algodão

Praga compromete qualidade da fibra


Foto: Pixabay

O pulgão-do-algodoeiro, cientificamente denominado Aphis gossypii, é apontado como uma das principais pragas do cultivo do algodão no país. Segundo a Rainbow Agro, o inseto apresenta alta capacidade de multiplicação e pode gerar até 15 gerações ao longo de uma única safra.

De acordo com o agrônomo Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing da companhia, os danos provocados pelo inseto afetam diretamente o desenvolvimento das plantas. “O pulgão deforma as folhas da planta e freia seu crescimento. Também dificulta a fotossíntese, ampliando os obstáculos para que a planta se desenvolva plenamente”, explica.

De coloração que varia do amarelo ao verde e de pequeno porte, os pulgões possuem aparelho bucal sugador, utilizado para perfurar os tecidos vegetais e se alimentar da seiva. Durante esse processo, liberam um líquido açucarado que atrai formigas e favorece o desenvolvimento de fumagina causada pelo fungo Capnodium spp..

Além dos danos diretos às plantas, o inseto também pode atuar como vetor de microrganismos responsáveis por doenças que afetam a produção. Entre as enfermidades associadas estão o mosaico das nervuras e o vermelhão. Em situações severas, as perdas podem atingir até 40% da produtividade. A proliferação do inseto é favorecida por condições de alta temperatura e baixa umidade.

Marcandalli afirma que o impacto também se reflete na qualidade da fibra. “Em termos produtivos e econômicos, o pulgão reduz a qualidade da fibra do algodão. O líquido meloso liberado pelo inseto, chamado de “honeydew”, torna as fibras mais pegajosas, impactando o valor no momento em que o produtor comercializa o algodão”, explica. O fenômeno é conhecido como sticky cotton, denominação dada ao algodão afetado pela substância liberada pelo inseto.

O controle do pulgão também eleva os custos de produção. Segundo a empresa, o inseto, juntamente com outros sugadores, está relacionado a cerca de 40% das pulverizações com inseticidas na cultura do algodão. No Cerrado brasileiro, os custos de controle podem chegar a US$ 3 mil por hectare.

Entre as tecnologias utilizadas no manejo da praga está o produto Acegol, desenvolvido pela Rainbow Agro e formulado com o ingrediente ativo acetamiprido em grânulos dispersíveis em água. Marcandalli orienta que o controle seja realizado nas fases iniciais de infestação. “É uma solução de amplo espectro de controle, com boa potência para o combate do pulgão-do-algodoeiro. Para obter a eficácia máxima, Acegol deve ser aplicado ainda no período inicial das infestações”, afirma.

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